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Citigroup eleva perspectiva para preços do minério de ferro

Jasmine Ng

(Bloomberg) -- Os esforços da China para sustentar sua economia e os crescentes custos da mineração poderão adiar o inevitável declínio do minério de ferro para menos de US$ 40, segundo o Citigroup, que elevou suas projeções de preço em 21%.

O Citigroup prevê que a matéria-prima usada na fabricação do aço será negociada a US$ 48 a tonelada no terceiro trimestre e a US$ 46 nos últimos três meses do ano, contra estimativas anteriores de US$ 46 e US$ 38, informou o banco em um relatório, nesta terça-feira.

O minério de ferro ficará em uma média de US$ 49 neste ano e de US$ 42 no ano que vem, antes de cair para US$ 38 em 2018 e 2019, segundo o banco.

O minério de ferro recuou 27% desde que atingiu a maior alta em 15 meses, em abril, depois que autoridades regulatórias e bolsas da China se uniram para debelar uma alta recorde da especulação nas commodities.

Existe uma alta probabilidade de que o país manterá estímulos de curto prazo que aumentarão a demanda por aço, disse o Citigroup. Embora respaldem a demanda a curto prazo, as políticas de estímulo atrasarão a remoção da capacidade excedente do aço, segundo o banco, que disse que se mantinha pessimista a médio prazo.

"A demanda da China poderá surpreender com uma alta", disseram analistas do Citigroup, incluindo Tracy Liao. "Continuamos pessimistas em relação aos preços do minério de ferro para médio prazo e estimamos que o mercado marítimo encontrará baixas por mais algum tempo".

O minério com 62% de conteúdo subiu 2,1% na segunda-feira, para US$ 51,11 a tonelada, após avançar 3,9% na sexta-feira, segundo a Metal Bulletin. Embora os preços registrem alta de 17% neste ano, ainda estão bastante abaixo do pico de abril, de US$ 70,46. Até esta altura do ano, eles apresentam média de US$ 52. O Citigroup manteve sua projeção de longo prazo de US$ 55 por tonelada.

Fundos especulativos

A explosão da negociação de futuros chineses de ferrosos provavelmente chegou ao fim porque os fundos especulativos podem ter deixado o setor de commodities e retornado aos mercados de ações e de títulos, segundo o Citigroup.

As incertezas da demanda por minério de ferro persistem, e o setor siderúrgico está aproveitando a busca da China pelo crescimento a curto prazo por meio de flexibilização monetária e expansão fiscal, disseram os analistas.

A expansão da oferta de baixo custo ainda está acontecendo conforme o planejado, disse o Citigroup. As principais produtoras, incluindo a Vale, no Brasil, a Rio Tinto Group e a nova mina Roy Hill de Gina Rinehart, na Austrália, poderão adicionar cerca de 60 milhões de toneladas em capacidade neste ano e 50 milhões de toneladas em 2017, estima o banco. Esses projetos provavelmente avançarão independentemente dos preços, disse o Citigroup.

--Com a colaboração de David Stringer 

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