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China investe mais em infraestrutura que EUA e Europa juntos

Peter Coy

(Bloomberg) -- Apesar da necessidade urgente de infraestrutura melhor, houve uma queda no investimento neste setor depois da crise financeira em 10 economias importantes, inclusive nos EUA, segundo um novo estudo do McKinsey Global Institute. A China, enquanto isso, avança a todo vapor com rodovias, pontes, redes de esgoto e tudo mais que faz um país funcionar.

"A China gasta mais em infraestrutura econômica por ano do que a América do Norte e a Europa Ocidental juntas", diz o relatório publicado na quarta-feira.

Economistas de todo o mundo argumentam que este é um ótimo momento para investir em infraestrutura porque as taxas de juros estão superbaixas e a economia global poderia se valer do choque de investimentos. "Alguém está orgulhoso do aeroporto Kennedy?", pergunta o economista da Universidade de Harvard Lawrence Summers.

O relatório do MGI cita 10 países nos quais o investimento em infraestrutura caiu enquanto parcela do produto interno bruto entre 2008 e 2013: EUA, Reino Unido, Itália, Austrália, Coreia do Sul, Brasil, Índia, Rússia, México e Arábia Saudita. (O estudo abrange 11 economias porque lista a União Europeia como uma entidade separada). Em contraste com as quedas generalizadas, diz o instituto, o investimento em infraestrutura cresceu enquanto fatia do PIB no Japão, Alemanha, França, Canadá, Turquia, África do Sul e China.

No entanto, existe uma espécie de investimento excessivo em infraestrutura. Pelo ritmo de investimento atual, a China, o Japão e a Austrália provavelmente superarão suas necessidades até 2030, diz o grupo afiliado à McKinsey & Company.

Para financiar mais infraestrutura pública, o relatório sugere a elevação das cobranças aos usuários, como pedágios em rodovias, entre outras medidas. Para incentivar um maior investimento privado em infraestrutura, o MGI defende o aumento da "certeza regulatória" e que se dê aos investidores "a capacidade de cobrar preços que produzam um retorno aceitável ajustado ao risco".

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