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Análise: Britânicos não têm boas opções no referendo

Clive Crook

(Bloomberg) -- Os eleitores britânicos vão fazer uma escolha muito importante amanhã, quando votarem se vão permanecer ou não na União Europeia. A decisão pela saída pode ferir gravemente a economia, que depende do comércio e dos investimentos da Europa --mas as repercussões iriam muito além.

O projeto europeu mais abrangente também estaria em perigo. A iniciativa que garantiu a paz no continente após a Segunda Guerra Mundial, proporcionou maior prosperidade a centenas de milhões de pessoas e ajudou a consolidar democracias liberais no Leste Europeu após o colapso soviético ficaria gravemente comprometida.

Os riscos são enormes -- e ainda assim as pesquisas recentes mostram a liderança da campanha pela saída. Os governos da Europa estão acordando para o fato de que a Brexit pode vir a se concretizar.

Os britânicos enfrentam um dilema insolúvel. Seus interesses econômicos pedem a permanência, especialmente porque o Reino Unido negociou uma posição de vantagem dentro do bloco: acesso pleno aos mercados integrados da Europa, mas sem a moeda única europeia, que se mostrou prejudicial para as economias de muitos outros membros da UE.

Contudo, os britânicos nunca se sentirão à vontade com a ambição política maior da UE de criar uma "união ainda mais próxima". Se escolherem permanecer, os britânicos guardarão ressentimentos pela constante erosão de seu poder de autogovernar-se, o que os eleitores enxergam como o esvaziamento de sua democracia.

Seja qual for a decisão dos britânicos em 23 de junho, é certo que haverá arrependimento.

Essa coluna não reflete necessariamente a opinião do conselho editorial da Bloomberg LP e de seus proprietários.

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