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Credit Suisse pode reduzir meta anual para S&P 500 com Brexit

Julie Verhage

(Bloomberg) -- O S&P 500 começou o ano com cerca de 2.050 pontos, mas os analistas do Credit Suisse Group dizem que o mercado encerrará o ano em patamar inferior se o Reino Unido de fato votar por abandonar a União Europeia.

Neste momento, a empresa tem uma meta de 2.150 para o S&P no fim do ano, o que significaria uma alta de cerca de 3 por cento em relação ao valor no encerramento de ontem. Contudo, a equipe, dirigida por Andrew Garthwaite, diz que reduzirá essa meta em 7,5 por cento, para 2.000 pontos, se ocorrer uma "Brexit total". Nessa situação, o Reino Unido tomaria medidas para abandonar a UE quase imediatamente, em vez de passar muitos meses negociando antes de um possível segundo referendo.

"Na hipótese de Brexit total, o impacto do fortalecimento do dólar (incluindo as consequências tanto para as commodities e quanto para o renminbi) e a interrupção do ciclo de crescimento europeu nos dariam motivo para revisar e rebaixar nossa meta para o S&P 500 no final do ano", escrevem os analistas.

Se a Brexit realmente acontecer, setores como finanças, imóveis no Reino Unido e transporte estariam em maior risco devido às atuais correlações com títulos do governo britânico e a libra esterlina. Por outro lado, alguns dos setores que poderiam estar mais protegidos são o farmacêutico, bens de consumo e energia.

Se o Reino Unido sair da zona do euro, as ações europeias também serão afetadas, escreveu a equipe do Credit Suisse. A empresa disse que rebaixará sua meta para o FTSE 100 no fim do ano de 6.600 para 6.200 e para o Euro Stoxx 50 de 3.350 para 2.950. Atualmente, o FTSE opera a cerca de 6.250 pontos, e o Euro Stoxx 50, a 2.980.

Contudo, a equipe disse que não deve assumir postura pessimista em relação às ações como um todo, porque os mercados de papéis parecem relativamente caros e porque projeta que haverá uma nova transferência de ativos de títulos para ações quando os yields aumentarem.

"Simplificando, as ações são avaliadas como neutras em um mundo onde imóveis, os TIPs [sigla em inglês de Títulos do Tesouro Protegidos contra Inflação], títulos do governos e, portanto, o crédito, são caros", disse a equipe em uma nota anterior.

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