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Yuan cai em relação a cesta de moedas com temor por crescimento

Justina Lee

(Bloomberg) -- O yuan caiu em relação a uma cesta de moedas pelo terceiro dia, gerando a especulação de que o banco central chinês está retomando a estratégia de estabilidade contra a queda do dólar e de fragilidade contra as taxas de câmbio de seus sócios comerciais.

O dólar recuou na semana passada, quando as expectativas de aumento dos juros nos EUA neste ano praticamente desapareceram depois que o Reino Unido decidiu, em referendo, deixar a União Europeia. Dados divulgados na última semana mostraram uma desaceleração dos lucros dos setores de manufatura e industrial em junho, enquanto números esperados para a semana que vem deverão indicar uma terceira queda mensal nas exportações.

"O mercado ainda está preocupado com a economia chinesa", disse Gao Qi, estrategista de câmbio do Scotiabank em Cingapura. "Quando a maior parte das moedas está subindo em relação ao dólar dos EUA, normalmente o yuan se valoriza menos, por isso o yuan cairá em relação à cesta".

Uma réplica da Bloomberg de um índice de 13 moedas monitorado pelo Banco Popular da China caiu 0,2 por cento, para 94,71, nível mais baixo desde outubro de 2014, pelo menos. O yuan onshore caiu 0,05 por cento, para 6,6655 por dólar, às 17h23 em Xangai, enquanto o yuan offshore apresentava pouca mudança, a 6,6790 em Hong Kong. O banco central chinês fortaleceu a fixação diária do yuan em 0,04 por cento, para 6,6472.

Embora o yuan provavelmente caia mais em relação à cesta, a chance de depreciação brusca é baixa e o banco central deverá intervir se necessário para gerenciar as expectativas do mercado, escreveu Gao em uma nota. O banco central interveio por meio dos bancos na semana passada para sustentar o yuan offshore, segundo pessoas informadas sobre o assunto. A autoridade monetária emitiu um desmentido posteriormente.

O índice do yuan caiu 6,2 por cento neste ano, enquanto a desvalorização do dólar permitiu que o banco central chinês mantivesse uma taxa dólar-yuan estável para evitar saídas de capital desestabilizadoras enquanto arquitetava uma depreciação ponderada pelo comércio para ampliar as exportações. A fragilidade contínua da cesta pode gerar expectativas de depreciação para um único lado, segundo Zhou Hao, economista do Commerzbank em Cingapura.

Os fluxos transfronteiriços de yuans nos últimos meses podem ter mascarado a real extensão das pressões das saídas, escreveram economistas do Goldman Sachs liderados por MK Tang em nota. Com a inclusão desses fluxos, as saídas de capital subjacentes em maio somariam US$ 26 bilhões em vez dos US$ 2 bilhões exibidos nos dados de liquidação onshore em moeda estrangeira, disseram os analistas.

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