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Nem mesmo donos de ações blue chips conseguem dormir tranquilos

Julie Verhage e Luke Kawa

(Bloomberg) -- Os traders que mantêm ações de peso como Procter & Gamble, Exxon Mobil ou Microsoft agora se reviram na cama à noite após o dia de negociações, algo antes reservado aos seus colegas donos de ações de menor capitalização.

"O mercado se recuperou quase completamente da queda abrupta do Brexit. Isso significa risk-on de novo?", escreve Ana Avramovic, estrategista de ações do Credit Suisse. "No que diz respeito aos traders de grande capitalização e ao risco overnight, a resposta parece ser não".

Normalmente, as ações de baixa capitalização, como as do índice Russell 2000, experimentam mais volatilidade overnight do que seus pares de grande capitalização. Contudo, a estrategista observa que a magnitude das oscilações overnight do índice S&P 500 subiu e ofuscou a do Russell.

Entre os investidores, o panorama macroeconômico global dos últimos anos tem sido congestionado por eventos como a crise da dívida soberana na Europa, a desvalorização da moeda chinesa e o Brexit.

Como o sistema financeiro se tornou mais interconectado e os fluxos de receita das multinacionais ganharam uma natureza mais global, o impacto desses eventos sobre as ações de grande capitalização dos EUA aumentou.

Em outro sinal de desgosto dos traders em manter ações no índice S&P 500 overnight, o Credit Suisse pontua que a participação média do volume do dia incluído nas ordens ativadas no final do pregão (market-on-close) subiu de 8,4 por cento para 9,8 por cento nos últimos dois anos em uma extensão de uma tendência de longo prazo.

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