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Citigroup está otimista com commodities em 2017 após Brexit

(Bloomberg) -- Esqueça o Brexit, vá atrás das matérias-primas. O Citigroup diz que está bullish em relação à perspectiva para as commodities em 2017, incluindo o petróleo, devido à diminuição do impacto da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, ao avanço do crescimento global e à injeção de mais recursos dos investidores nos fundos.

"O Citi está especialmente otimista em relação às commodities para 2017", escreveram analistas liderados por Ed Morse em nota recebida nesta segunda-feira, dois meses depois de o banco com sede em Nova York dizer que os mercados de matérias-primas haviam deixado o pior para trás. "O mercado de petróleo está estagnado no momento, mas o preço do petróleo ficou excessivamente baixo no início do ano e isso está claramente preparando o cenário para um fim de década bullish."

Os retornos das commodities superaram os de outros ativos no primeiro semestre e o mercado de petróleo mostrou sinais de reequilíbrio, estimulando um rali. O semestre terminou com a decisão do Reino Unido, em referendo, de deixar a UE, aumentando o temor em relação à perspectiva para o crescimento. A demanda global por matérias-primas continua crescendo, ajudada pelos EUA e pela China, enquanto os cortes de oferta estão ocorrendo no petróleo e no gás natural norte-americano, em alguns metais de base e em produtos agrícolas, disse o Citigroup.

'Mais sustentável'

"Diferentemente do ano passado, quando os mercados de commodities subiram ao longo do segundo trimestre e caíram bruscamente no terceiro devido à persistência do excesso de oferta, este rali parece mais sustentável porque os mercados físicos registraram um aperto considerável", escreveram os analistas. "A demanda global continua crescendo a um ritmo moderado, enquanto a retração da despesa de capital está reduzindo não apenas o crescimento da oferta, mas a oferta total de praticamente todos os setores extrativistas."

O Bloomberg Commodities Index, que mede os retornos sobre 22 matérias-primas, subiu 13 por cento no primeiro semestre após cair ao nível mais baixo em pelo menos 25 anos em janeiro. Isso contrastou com a perda de 3,8 por cento do dólar, enquanto um indicador das ações globais pouco mudou nesses seis meses.

O Citigroup disse que embora o bear market do petróleo tenha acabado, ainda não começou um bull market. O petróleo brent subiu 25 por cento no segundo trimestre após um rali de 6,2 por cento nos três primeiros meses, quando o excesso global mostrou sinais de queda, assim como a oferta dos EUA.

"Os preços deverão retomar sua ascensão em 2017 com um reequilíbrio maior do mercado e isso deverá ser reforçado pelo aprofundamento dos cortes de produção de petróleo de fora da Opep", disse o banco. No caso do petróleo, "o pêndulo está claramente passando dos pessimistas para otimistas".

A previsão é que o petróleo Brent registre uma média de US$ 52 por barril no segundo semestre e depois suba para uma média de US$ 60 em 2017, segundo o cenário de base do banco. O brent, que é usado como referência no setor, está sendo negociado a US$ 46,26 nesta segunda-feira e acumula alta de 24 por cento no ano.

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