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Queda da produção de petróleo dos EUA não convence investidores

Mark Shenk

(Bloomberg) -- Nem mesmo o declínio agudo na produção de petróleo dos EUA é capaz de convencer os investidores de que os preços do petróleo estão prontos para uma recuperação.

Os estoques teimosamente altos dos EUA e a recuperação da produção da Opep, da Rússia e do Canadá levaram os gestores de recursos a reduzirem as apostas na alta dos preços ao menor nível em quatro meses. O petróleo West Texas Intermediate caiu na semana passada apesar da divulgação de dados do governo dos EUA mostrando que a produção atingiu o menor patamar desde maio de 2014.

"O problema é que a Opep mais do que compensa cada barril de produção perdida dos EUA", disse Stephen Schork, presidente da Schork Group, empresa de consultoria de Villanova, Pensilvânia, nos EUA.

A produção dos EUA caiu um total de 194 mil barris por dia, para 8,43 milhões, na semana que terminou em 1º de julho, mostrou um relatório da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês).

A produção teve um declínio de 12% em relação ao pico de quatro décadas atingido em junho de 2015. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo ampliou sua produção em 0,7% em junho, para 32,9 milhões de barris por dia, segundo estimativas da Bloomberg.

Níveis de estoque

O WTI caiu em 7 de julho depois que a EIA disse que a oferta de petróleo dos EUA encolheu 2,22 milhões de barris, menos que o projetado, para 524,4 milhões. Os estoques continuam no nível sazonal mais elevado em pelo menos uma década.

As importações de petróleo ficaram em uma média de 8 milhões de barris por dia no período de quatro semanas até 1º de julho, alta de 12% em relação ao ano passado.

"Embora a produção dos EUA pareça fraca, houve um declínio apenas modesto nos estoques dos EUA", disse Tim Evans, analista de energia do Citi Futures Perspective em Nova York. "O fator de compensação tem sido as importações bastante robustas".

Os gestores de recursos reduziram as apostas compradas no WTI ao menor nível desde março na semana que terminou em 5 de julho, segundo dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC, na sigla em inglês). O WTI caía 2,6%, para US$ 46,60 o barril, na semana do relatório.

A posição comprada dos hedge funds no WTI caiu 9.931 futuros e opções combinados, para 169.499, sexto declínio em sete semanas, mostram dados da CFTC. As posições vendidas, ou seja, apostas na queda dos preços, aumentaram 8,4%, enquanto as compradas caíram 0,3%.

No mercado do brent, os gestores de recursos reduziram as apostas bullish em 14.787 contratos na semana, segundo dados da ICE Futures Europe. As apostas na alta dos preços superaram as posições vendidas em 312.270 lotes, menor total registrado desde fevereiro, disse a Bolsa de Londres em um relatório.

Em outros mercados, as apostas bullish na gasolina Nymex caíram 81%, para 1.484 contratos, nível mais baixo desde novembro. Os futuros da gasolina tiveram declínio de 5,4%. As apostas compradas no diesel de ultrabaixo teor de enxofre subiram 35%, para 17.980 contratos, nível mais alto desde julho de 2014. Os futuros caíram 1,7%.

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