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Hedge funds estão otimistas com China apesar de dificuldades

Suzy Waite

(Bloomberg) -- O Springs China Opportunities Fund e o Counterpoint Asian Macro Fund entraram no grupo cada vez maior de hedge funds que estão se tornando otimistas em relação às ações chinesas, que continuaram fortes apesar da desaceleração da economia e dos choques provocados nos mercados pela decisão do Reino Unido de abandonar a União Europeia.

"Ironicamente, a China passou a parecer uma ilha de estabilidade nesse redemoinho", escreveu Geoffrey Barker, ex-economista do HSBC Holdings que administra o fundo Counterpoint com a City Financial Investment Company (Hong Kong), em sua carta mais recente aos investidores.

O fundo Counterpoint, uma estratégia macroeconômica global que administrava US$ 78 milhões até 1º de julho, subiu 0,2% em junho e caiu 4,9% no primeiro semestre do ano, segundo a carta.

O mercado acionário chinês "tem aguentado bem" desde o triunfo do Brexit no dia 23 de junho, apesar dos temores em relação à expansão econômica da China, aos aumentos das taxas de juros do Federal Reserve e à depreciação do yuan, escreveu a Springs Capital, com sede em Hong Kong, em uma carta aos investidores obtida pela Bloomberg News. O fundo conseguiu com dificuldade um ganho de 0,70 por cento em junho e caiu 12,5 por cento no ano até agora, segundo a carta.

Nem a Springs Capital nem Barker quiseram acrescentar comentários às cartas.

Mais otimismo

Os dois hedge funds não são os únicos que estão ficando mais otimistas em relação às perspectivas da China. Cerca de 76 por cento dos administradores de hedge funds planejam aumentar suas participações acionárias neste mês, frente a 50 por cento em junho, segundo pesquisas da Shenzhen Rongzhi Investment Consultant, que monitora hedge funds chineses.

A Springs Capital disse que os investidores precificaram a maioria dos riscos desde que um colapso do mercado em janeiro provocou um recuo de 22% no Shanghai Composite Index, o maior declínio mensal desde outubro de 2008.

Há oportunidades na China continental embora sua economia esteja desacelerando, por isso o momento é ideal para selecionadores de ações em vez de quem aposta contra os índices de referência, segundo a Springs Capital, cujo hedge fund é um dos poucos administrados fora da China a se concentrar no mercado acionário doméstico do país.

A queda dos mercados em meados do ano passado tornou as ações mais atrativas, especialmente em comparação com imóveis ou títulos, disse a Springs. Além disso, as ações classe A têm uma baixa correlação com outros mercados internacionais de importância, fato que destaca o valor das ações chinesas na alocação global de ativos durante ambiente de turbulência mundial, disse a Springs.

No Counterpoint, os investimentos do fundo em zinco e níquel contribuíram para o desempenho do mês passado, porque os preços avançaram em junho por causa de uma "alta moderada nos dados chineses e maior atividade no setor imobiliário", escreveu Barker na nota.

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