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Análise: Investidores em ações viram queda econômica antes de FMI

Christopher Langner

(Bloomberg) -- A decisão do Fundo Monetário Internacional de reduzir sua perspectiva econômica para o mundo não foi uma grande surpresa para aqueles que acompanham os mercados de ações de perto. Os investidores não se mostravam tão defensivos desde pelo menos 2003, quando a Bloomberg começou a monitorar as ações globais cíclicas e não cíclicas.

Os investidores em ações tendem a optar por ações de consumo não cíclicas quando esperam uma recessão econômica. A lógica é que, independentemente da perspectiva ruim para os empregos, há certas coisas que as pessoas não deixam de consumir, como os sabonetes Johnson & Johnson e o leite Nestlé. As empresas que produzem esses bens, portanto, têm desempenho destacado quando a economia vai mal. Ao acumular essas ações, os investidores estão dizendo que não importa a quantidade de estímulos despejados pelos bancos centrais no mundo, os tempos estão se tornando mais difíceis.

É possível que os investidores estejam um pouco deprimidos e inclinados demais a enxergar notícias ruins nos números econômicos? Espera-se que sim.

Mas, infelizmente para a perspectiva mundial, os gerentes de fundos de ações têm sido muito bons em projetar a direção do crescimento global. Desde 2003 eles acumularam ações cíclicas antes de uma decolagem e ficaram na defensiva antes de uma queda.

A mensagem é bastante clara desta vez. Se você confia nos investidores em ações, que me desculpem os economistas do FMI que acabam de revisar suas projeções -- talvez eles precisem refazê-las.

Essa coluna não reflete necessariamente a opinião da Bloomberg LP e de seus proprietários.

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