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China pode estar camuflando fuga de capital com importações

Luke Kawa

(Bloomberg) -- Quando existe o desejo de tirar dinheiro da China, o jeito é pagar mais.

As autoridades da segunda maior economia do mundo têm conseguido seguir uma política de depreciação gerenciada do yuan sem assustar os mercados nem provocar expectativas de uma maior volatilidade cambial, como ocorreu com a desvalorização pontual de agosto passado.

Uma das principais razões é que Pequim parece ter conseguido reprimir o fluxo de dinheiro que deixava o país, e que vinha gerando reduções consideráveis das reservas internacionais do banco central, para sustentar o valor do yuan.

Mas um relatório de uma equipe do Nomura Holdings, liderada pelo economista-chefe para a China, Yang Zhao, diz que essas saídas de capital simplesmente adotaram outra forma: o superfaturamento de importações de certas áreas. E desta vez não se trata de Hong Kong.

"Uma separação detalhada por região mostra que as importações de alguns paraísos fiscais insulares ou centros financeiros offshore dispararam" no primeiro semestre do ano, escreve ele, "diante de um cenário de grande declínio nas importações em geral".

Agora, é possível que o apetite da China por polpa ou óleo de coco, dois importantes produtos de exportação de Samoa, realmente tenha disparado.

Mas Zhao tem uma explicação diferente.

"Isto sugere para nós que as saídas de capital podem ter sido disfarçadas de importações no comércio da China com esses paraísos fiscais ou centros financeiros offshore, embora os volumes exatos sejam desconhecidos", disse o economista. "Com controles de capital mais rígidos em vigor, acreditamos que as saídas de capital contínuas por meio de conta-corrente são prováveis".

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