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Cassinos querem conquistar geração Candy Crush com caça-níqueis

Christopher Palmeri

(Bloomberg) -- O Caesars Entertainment, na tentativa de convencer os jovens de que os caça-níqueis podem ser legais, lançará em seus cassinos uma nova geração de máquinas parecidas com os jogos dos celulares.

A maior proprietária de cassinos dos EUA está tentando reverter uma tendência de queda dos caça-níqueis, do pico de US$ 355 bilhões em 2007 para US$ 291 bilhões em 2014, de acordo com a Associação de Fabricantes de Equipamentos de Jogos.

Embora a lentidão do crescimento econômico seja frequentemente citada como motivo da queda, as operadoras de cassinos também afirmam que os jovens não jogam tanto com as máquinas quanto seus pais e avós jogavam.

As novas máquinas pagam as apostas com base na sorte e nas habilidades do jogador, uma mudança que exigiu ajustes nas regulamentações dos cassinos. Os jogos, desenvolvidos pela Gamblit Gaming, desafiam os jogadores a encontrarem palavras escondidas em um quadro ou a combinarem sabores em um bar virtual de sucos.

No Grab Poker, quatro pessoas ficam em volta de uma tela plana, na altura da cintura, e apertam botões para ver quem agarra a carta que aparece no meio. Ganha o jogador que tiver a melhor mão de pôquer no final.

Os jogos foram elaborados para atrair clientes mais jovens, que preferem apostar de modo interativo e tendem a gastar mais em alimentos e bebidas alcoólicas. O Caesars pretende colocar seis aparelhos novos, o suficiente para 25 jogadores, em seu resort Harrah's, perto de San Diego, nos EUA, neste ano e 36, com espaço para 125 jogadores, em suas propriedades de Las Vegas, nos EUA, em 2017.

"Normalmente, os caça-níqueis oferecem uma experiência muito solitária", disse Eric Meyerhofer, CEO da Gamblit, com sede em Glendale, Califórnia. "Nossos jogos foram criados para serem jogados em grupos com amigos".

Habilidades em jogo

No entanto, ao contrário dos caça-níqueis tradicionais, que se baseiam puramente na sorte, os cassinos precisam garantir que as novas máquinas baseadas nas habilidades não sejam facilmente vencidas, porque os gênios do fliperama levariam a casa à falência.

Os órgãos reguladores de cassinos nos estados de Nevada e Nova Jersey, nos EUA, modificaram suas regulamentações nos últimos dois anos para permitir jogos baseados em habilidades. Grandes fabricantes de caça-níqueis, como Scientific Games e International Game Technology, vêm desenvolvendo suas próprias versões de aparelhos interativos. A IGT tem uma máquina baseada no jogo Centipede, do Atari, em uso no cassino Bellagio, da MGM Resorts International, em Las Vegas.

Para o Caesars, que tem sede em Las Vegas e tem enfrentado dificuldades devido a dívidas contraídas durante uma aquisição alavancada em 2008, os jogos parecidos com aplicativos representam um modo de competir contra jogos simples e viciantes, como o Candy Crush, que proliferaram nos celulares.

O lançamento faz parte de uma estratégia mais abrangente do CEO Mark Frissora para utilizar mais tecnologia nos negócios.

"Nosso mundo mudou", disse Melissa Price, vice-presidente sênior do Departamento de Jogos do Caesars. "Existem muitas oportunidades de entretenimento que nem sempre estão presentes no cassino".

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