Boeing estuda esticar 737 para fazer frente à Airbus, dizem fontes

Julie Johnsson

(Bloomberg) -- A Boeing está estudando dois projetos para o chamado Max 10, uma possível extensão de seu maior 737, com o objetivo de recuperar o tempo perdido em relação ao jato de corredor único mais longo da Airbus, segundo pessoas familiarizadas com os planos.

Uma opção que a Boeing discutiu com empresas aéreas e locadores nas últimas semanas é um simples alongamento do 737 Max 9 que ofereceria boa parte do alcance e da carga útil do Airbus A321neo, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as negociações são privadas.

A empresa também analisa uma reformulação alternativa mais elaborada que apresentaria os motores maiores desenvolvidos para o jato da Airbus.

A reformulação mais simples, que dependeria da atualização dos motores desenvolvidos para a família Max, chegaria ao mercado no início de 2020, enquanto a versão mais complexa só entraria em serviço pelo menos dois anos depois. A Airbus, enquanto isso, já recebeu quase 1.300 encomendas do A321neo, com uma versão de longo alcance programada para iniciar a operação comercial em 2019.

"A Boeing definitivamente precisa fazer alguma coisa", disse George Dimitroff, chefe de avaliações da Ascend Consultancy, da Flightglobal. "O mercado quer uma alternativa, não um monopólio da Airbus, para poder continuar tendo acesso a uma precificação competitiva".

A Boeing, que tem sede em Chicago, teve anos de dificuldades até encontrar uma resposta para o A321 e o dilema aumentou nesta década porque o 757, que foi descontinuado, começou a desaparecer das frotas das companhias aéreas.

A Airbus redesenhou seu maior avião de fuselagem estreita para viajar sete horas da Europa à América do Norte ou transportar até 240 pessoas. Sua versatilidade é um dos principais motivos pelos quais a família A320 superou em vendas o 737, a maior fonte de lucro da Boeing, em cerca de 1.000 encomendas, segundo a Bloomberg Intelligence.

'Faixa mais alta'

Ambas as fabricantes de aviões se beneficiaram do fato de as empresas aéreas de baixo custo estarem optando por aeronaves de fuselagem estreita para fazerem frente ao crescimento da capacidade. O segmento mais popular do mercado continua sendo o setor de 160 assentos atendido pelo Boeing 737-8 e por seu colega de médio porte da Airbus.

Mas as vendas do A321neo subiram rapidamente nos últimos dois anos, aumentando a pressão sobre a Boeing para combater a perda de participação de mercado no topo do mercado de fuselagem estreita.

"Continuamos mirando a faixa mais alta da família Max", disse Doug Alder, porta-voz da Boeing, por e-mail. "As necessidades dos clientes da nossa empresa aérea, assim como o argumento comercial, impulsionarão nossa decisão e nosso timing".

A fabricante preferiu não dar detalhes sobre os estudos mais recentes para fabricação de um 737 maior. O conselho precisa aprovar qualquer nova variação antes que a empresa possa formalmente comercializar o avião.

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