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Museu de arte italiana está secretamente prestes a abrir em NY

James Tarmy

(Bloomberg) -- Durante vários anos, Nancy Olnick e Giorgio Spanu reuniram discretamente uma coleção de 400 obras de arte italiana do pós-guerra de um movimento conhecido como Arte Povera. Agora, o casal está prestes a abrir uma exposição privada da coleção na cidade de Cold Spring, no estado de Nova York.

"A única desvantagem de colecionar Arte Povera é que muitas obras têm uma escala enorme e definitivamente não podem ser exibidas em uma casa com paredes de vidro", escreveu Nancy Olnick em um comunicado no site do casal. "Isso nos levou a buscar um lugar adequado para exibi-las".

Arte Povera é um movimento artístico conceitual que começou na Itália em meados dos anos 1960 e durou até o início da década de 1970. O nome significa literalmente "arte pobre", não por causa da pobreza de seus artistas, mas porque eles usavam materiais pouco tradicionais, como tecidos, madeira e até lixo.

Explicando que o edifício de Cold Spring ainda vai demorar para ficar pronto, ninguém da coleção Olnick Spanu quis fazer comentários para este artigo. Mas um representante deu algumas informações sobre a coleção.

Ela incluirá obras de estrelas como Alighiero Boetti, que foi tema de uma exposição individual em 2012 no Museu de Arte Moderna de Nova York; Jannis Kounellis, cuja exposição do ano passado na galeria Gavin Brown's Enterprise incluiu 12 cavalos vivos; e Giuseppe Penone, cujas obras de grande escala encheram os jardins e interiores do Palácio de Versalhes em 2013.

O preço das obras desses artistas, e também da maioria dos principais nomes da Arte Povera, aumentou recentemente no mercado de arte. No ano passado, a obra de Penone bateu um recorde em um leilão -- US$ 1,325 milhão no Phillips New York, de acordo com a Artnet.

Os trabalhos de Kounellis chegaram ao topo em 2014, quando uma obra de metal, fibra vegetal e madeira foi vendida por US$ 2 milhões (mais do que a estimativa alta de US$ 988.000) na Christie's, em Londres. Boetti bateu seu recorde no mesmo ano quando a Colonna, uma coluna feita de toalhas de papel em 1968, arrebatou quase US$ 4 milhões na Christie's, em Londres. Em outras palavras, essa coleção é extremamente valiosa.

A coleção Olnick Spanu não anunciou publicamente o espaço em Cold Spring, então não se sabe se ele será aberto ao público, se a entrada será gratuita e se os futuros visitantes precisarão fazer alguma coisa para poder entrar.

No site da Olnick Spanu, um comunicado de Nancy Olnick dá uma pista: "Nossa missão é poder compartilhar nossa experiência e nossa formação com familiares, amigos e um público interessado que talvez não conheça a força da arte italiana", escreveu ela.

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