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E se os mais ricos do mundo dessem suas fortunas às startups?

Marine Strauss e Wei Lu

(Bloomberg) -- Quantas empresas poderiam ser criadas se os empreendedores locais recebessem as fortunas dos mais ricos? Nós criamos o Índice Robin Hood 2016 para analisar a questão.

Nós analisamos os indivíduos mais ricos de 42 economias com diferentes regimes políticos e ambientes regulatórios para os negócios e comparamos seu patrimônio líquido com o custo do processo de criação de pequenas e médias empresas.

O índice mostra, hipoteticamente, quantas empresas podem ser criadas com o patrimônio líquido dos indivíduos mais ricos de cada país.

Os números foram calculados usando dados do índice Bloomberg Billionaires e do relatório Doing Business 2016, do Banco Mundial. Os custos de criação de empresas foram expressados no relatório Doing Business original como porcentagem da renda nacional bruta per capita.

O patrimônio líquido de Bill Gates ajudaria a criar 137.296 empresas a um custo de US$ 605 cada se distribuído entre os empreendedores locais dos EUA.

Isso provocaria enormes implicações no mercado de trabalho. Nos EUA, as pequenas empresas têm contribuído para a maior parte do crescimento dos empregos, com a geração de 1,4 milhão de novos empregos em 2014, segundo a Administração de Pequenos Negócios dos EUA.

Os empreendedores da China, o país mais populoso do mundo, conseguiriam colocar mais empresas em funcionamento do que em qualquer outro país -- 596.303, exatamente -- graças a Wang Jianlin, da Dalian Wanda Group, cuja história de vida serve de inspiração para empreendedores iniciantes. Na China, contudo, a corrupção e a burocracia ainda representam obstáculos para as novas empresas.

Os custos mais elevados para criar um negócio estão na Coreia do Sul e nos Emirados Árabes Unidos -- onde a menor quantidade de negócios seria criada, 2.971 e 2.345 respectivamente, segundo o Índice Robin Hood.

O índice leva em conta apenas as despesas processuais. Há muitos outros fatores para calcular, como custo de mão de obra, aluguel e capital integralizado, para nomear alguns. Outros custos são difíceis de quantificar, como burocracia, corrupção implícita, cumprimento de contratos jurídicos e mais, que também são críticos para tirar um negócio do chão.

Contudo, como um exercício intelectual, é possível imaginar o que os campeões de 42 países, com uma fortuna estimada de US$ 756 bilhões -- 1% do PIB mundial de 2016 -- podem fazer com o próprio dinheiro que o governo e as agências não podem.

O índice é uma adaptação de um trabalho original do Banco Mundial. As visões e opiniões expressadas na adaptação são unicamente de responsabilidade do autor ou dos autores da adaptação e não são endossadas pelo Banco Mundial.

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