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Pimco e BlackRock apostam que Fed vai subir juro em dezembro

Wes Goodman

(Bloomberg) -- Pacific Investment Management Co., BlackRock e J.P. Morgan Asset Management afirmam que o banco central americano (Federal Reserve) provavelmente subirá os juros em dezembro e não fará nada nesta semana.

A probabilidade implícita no mercado de futuros de um aumento no fim do ano passou de 50 por cento na sexta-feira, após a divulgação do relatório oficial mostrando que a inflação ao consumidor dos EUA em agosto ficou acima do previsto pelos analistas. Antes da reunião marcada para 20 e 21 de setembro, alguns representantes do Fed, incluindo a presidente Janet Yellen, intensificaram os comentários indicando subida dos juros. Seria somente o segundo acréscimo desde que o Fed baixou a taxa básica para perto de zero durante a crise financeira de 2008. O Banco do Japão, que também se reúne nestes dois dias, e o Banco Central Europeu estão avaliando a eficácia de seus próprios programas de estímulo.

Os preços dos títulos de renda fixa desabaram ao redor do mundo, enquanto as autoridades talvez contemplem os limites das medidas sem precedentes adotadas para sustentar as economias. Para Joachim Fels, conselheiro econômico global da Pimco, que administra US$ 1,51 trilhão em recursos, o movimento de desvalorização lembra o chamado "taper tantrum", ou abalo pela expectativa de retirada dos estímulos que tomou os mercados em 2013, quando os investidores temiam que o Fed estivesse planejando reduzir as compras de ativos.

"Os investidores, penso eu, estão nervosos com a possibilidade dos bancos centrais começarem a reconsiderar as políticas não convencionais", afirmou Fels, que trabalha em Newport Beach, na Califórnia, em entrevista à Bloomberg TV em 16 de setembro. "Os investidores têm aproveitado e surfado a onda de acomodação pelos bancos centrais. Agora vemos algo como um mini taper tantrum", ele comentou, acrescentando que o Fed vai agir em dezembro e que a inflação vai avançar para a meta de 2 por cento da instituição ao longo do tempo.

O rendimento do título do Tesouro americano com prazo de 10 anos, referência do mercado, estava praticamente inalterado em 1,70 por cento às 10:43 em Nova York, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Os preços dos títulos ao redor do mundo recuaram 1,6 por cento ao longo do último mês, de acordo com o índice global agregado Bloomberg Barclays. Assim, o rendimento dos instrumentos que compõem o índice subiu do menor nível histórico de 1,07 por cento, atingido em julho, para 1,22 por cento.

Rick Rieder, diretor global de investimentos em renda fixa da BlackRock, que trabalha em Nova York, declarou sua previsão de elevação de juros pelo Fed em dezembro durante entrevista à Bloomberg TV, também em 16 de setembro. A BlackRock é a maior gestora de recursos do mundo, supervisionando US$ 4,89 trilhões. Benjamin Mandel, estrategista global em Nova York da J.P. Morgan Asset, com US$ 1,6 trilhão sob gestão, fez a mesma previsão no final da semana passada.

Segundo indicações dos contratos futuros, os investidores estimam 18 por cento de chance de alta dos juros nesta semana e probabilidade de 56 por cento no fim do ano. O cálculo supõe que a meta do Fed seja negociada no meio do novo intervalo definido.

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