Goldman ultrapassa JPMorgan em batalha dos novatos em ETFs

Dakin Campbell e Sridhar Natarajan

(Bloomberg) -- Dois dos maiores nomes do setor financeiro ? Goldman Sachs e JPMorgan Chase ? competem por supremacia em Wall Street no mercado global de fundos negociados em bolsa (ETFs), que movimenta US$ 3 trilhões.

O Goldman Sachs saiu na frente, captando alguns bilhões de dólares para ativos desse tipo em um ano. Mas a disputa só começou e o JPMorgan tem tempo para acabar com a diferença.

"O Goldman claramente tem uma liderança substancial", disse said Ben Johnson, diretor de pesquisa de ETFs da Morningstar Inc., em Chicago. "O Goldman fez bastante trabalho para ganhar impulso, submetendo antecipadamente suas estratégias a clientes institucionais. É uma boa parte."

Desde que começou a oferecer ETFs com base em estratégias quantitativas há um ano, o Goldman Sachs atraiu US$ 2,4 bilhões.

Foi um dos lançamentos de maior sucesso desse segmento, que tem três décadas de existência. O JPMorgan, que já vende ETFs há dois anos, tem pouco mais de US$ 800 milhões em ativos, apesar de ter começado antes e apresentar histórico de desempenho superior.

Pressões de preços

Especificamente, o Goldman Sachs lançou mão de preços baixos e aproveitou sua reputação pela sofisticação financeira para atrair dinheiro, de acordo com analistas. O banco cobra 9 pontos-base no seu principal ETF, chamado ActiveBeta U.S. Large Cap Equity ETF.

"Eles têm verdadeira desenvoltura se você é um consultor de investimento registrado no Estado de Iowa que nunca teve qualquer relacionamento com o Goldman", disse David Nadig, diretor de fundos negociados em bolsa da FactSet Research Systems.

A capacidade de abordar os clientes e dizer "Sabe da novidade? Agora podemos ter acesso ao conhecimento quantitativo do Goldman pelo mesmo preço da maioria dos fundos de índice disponíveis na Vanguard. É uma narrativa realmente interessante e uma narrativa que funciona junto à comunidade de consultores de investimento registrados."

Os investidores estão acompanhando de perto o que acontece nos dois bancos sediados em Nova York, cada um com divisões de gestão de recursos com mais de US$ 1 trilhão em recursos de clientes aplicados principalmente em contas de gestão ativa.

À medida que caminham na direção de estratégias de ETFs mais passivas, essas instituições passam a enfrentar gigantes de investimento como BlackRock, State Street e Vanguard Group.

Como mostram os embates recentes, o Goldman Sachs e o JPMorgan veem espaço para mais participantes de maior porte no mercado de ETFs.

Acompanhando a moda

"É uma maratona, não uma prova curta de velocidade", disse Bob Deutsch, responsável pela área de ETFs do JPMorgan, durante entrevista em que comentou sobre a liderança do Goldman Sachs e seu compromisso com o negócio. "Nossa expectativa é que este negócio seja grande para nós por um período longo."

O JPMorgan, assim como o Goldman Sachs, dá suporte a seus ETFs com diversos fatores quantitativos. Os dois bancos buscam aproveitar a forte demanda pela nova moda: as chamadas estratégias de beta inteligente. Deutsch, que supervisiona 22 pessoas, sendo 10 vendedores, afirma ter menos preocupação com o crescimento dos ativos no curto prazo, contanto que esteja entregando desempenho.

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