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Presidente do Peru busca revolução de crédito

Ben Bartenstein e John Quigley

(Bloomberg) -- Sete semanas depois de tomar posse, o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, está tentando atrair investidores promovendo como agenda econômica o crescimento do crédito, correções de ineficiências e uma redução da dependência do país do cobre.

O presidente, veterano de Wall Street e ex-ministro das Finanças de 77 anos, fará sua primeira visita oficial aos EUA nesta semana. Ele promove o Peru como uma terra de oportunidades, em contraste com os vizinhos, Brasil, que sofre a pior recessão em um século, Argentina, em lenta recuperação de anos de mal-estar econômico, e Chile, que enfrenta uma recuperação cambaleante.

"Temos muito menos bagagem" do que o Brasil e a Argentina, disse Kuczynski na segunda-feira da sede da Bloomberg em Nova York. "Temos uma inflação modesta - menos de 3 por cento - e também não temos nenhuma dívida líquida para mencionar".

A visita de Kuczynski a Nova York, onde ele se reunirá com outros líderes latino-americanos, ocorre depois de uma viagem de uma semana à China. Aquela visita, a primeira como chefe de Estado, divergiu das viagens inaugurais de seus três predecessores, que foram à Casa Branca, e sinalizou uma orientação para a Ásia.

O presidente disse que companhias chinesas expressaram entusiasmo com sua proposta de construir um projeto ferroviário de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões para a área metropolitana de Lima, e que a China começará a importar mirtilos "do tamanho de uvas" do Peru em novembro.

Planos

O ex-banqueiro tomou posse no dia 28 de julho após vencer Keiko Fujimori por cerca de 40.000 votos em um segundo turno muito tenso. A confiança das empresas disparou e os títulos tiveram um rali depois que Kuczynski apresentou planos para recalibrar a economia atraindo investimentos estrangeiros, acelerando projetos de infraestrutura e reduzindo impostos.

O Peru tentará refinanciar até US$ 6 bilhões de seus US$ 45 bilhões em dívidas depois de os rendimentos da sua dívida em dólar terem caído para o valor mais baixo em quase quatro anos neste mês.

Fujimori não fala com ele desde a eleição, mas o partido dela, que controla o Congresso, tem sido cooperativo por enquanto. Kucyznski espera obter poderes legislativos nos próximos 30 dias para governar por decreto durante 120 dias a fim de acelerar a implementação de seu programa econômico. Ele recrutou um aliado de Fujimori para dirigir uma reforma da agência fiscal.

'Revolução de crédito'

Essa batalha está longe de acabar. Ausente na delegação de Kuczynski em Nova York nesta semana está o ministro das Finanças, Alfredo Thorne, que ficou em Lima para revisar o orçamento nacional, enquanto outros membros do gabinete presidencial continuam pressionando para obter os poderes legislativos.

O presidente disse que embora o mercado do cobre esteja próximo do fundo, os preços vão demorar para se recuperar. Ele planeja baixar o imposto sobre as vendas da taxa atual de 18 por cento, diminuir os impostos sobre os lucros para as menores empresas peruanas e dobrar o crédito doméstico para mais de 60 por cento do PIB daqui a quatro anos.

"Haverá uma revolução do crédito no Peru", disse Kuczynski.

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