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Clubes sociais exclusivos miram geração Y nos EUA

Polly Mosendz

(Bloomberg) -- "Tem muita gente aqui", sussurrou uma morena de pernas longas para sua amiga, igualmente alta, enquanto buscavam pretendentes no lugar onde estavam, o bar em granito branco de um novo e elegante hotel de Manhattan. Em meio à decoração mórbida -- bancos de couro com adornos, estantes escuras, uma escultura dourada de um esqueleto de gato criada pela artista Jamie Roadkill --, uma multidão se empurrava em direção ao bar. Todos estavam ali para fazer amigos, ou algo do tipo.

O opulento evento noturno foi realizado durante a semana pelo Magnises, um programa de benefícios do cartão que é voltado à geração Y e exclusivo para sócios. Juntamente com o Select e com o Founders Card, este é um dos vários programas em ascensão de clubes que prometem experiências exclusivas nas discotecas da moda, eventos de networking únicos e regalias semelhantes àquelas oferecidas pelos cartões de crédito. Eles se tornaram populares especialmente entre os integrantes da geração Y, que dão mais valor às experiências do que aos bens materiais.

Os clubes, que operam principalmente nas maiores cidades dos EUA, afirmam que buscam recrutar, de forma diversificada, membros que estejam no topo de seus respectivos campos. O Magnises tem cerca de 30.000 membros, o Select, mais de 10.000, e o Founders Card, em torno de 20.000; quem estiver interessado em entrar pode acabar em uma longa lista de espera. Os clubes afirmam que seu objetivo final é construir relações, e embora não tenham restrições de idade, a maior parte dos sócios é da geração Y -- impulsionados por seus valores e pelo hábito de mudar com frequência para novas cidades.

Ao contrário dos clubes de campo e dos clubes universitários adorados pelas gerações mais velhas, esses novos clubes fogem completamente de instalações físicas. No lugar delas, confiam nos relacionamentos com empresas locais para organizar os eventos.

Além disso, são muito mais baratos. A anuidade do Magnises é de US$ 250, e a do Select, de US$ 300, mas ambos oferecem esporadicamente adesões gratuitas a pessoas que poderiam beneficiar suas comunidades; o Founders Card é o mais caro do grupo, a US$ 795 por ano, mais uma tarifa única de US$ 95. Ainda assim, o valor é consideravelmente mais barato que os clubes tradicionais, mesmo aqueles que tentam atrair a geração Y com preços reduzidos. A mediana das tarifas de ingresso para um membro júnior em um clube tradicional que não oferece golfe é de US$ 5.480, mais US$ 3.500 em anuidades, segundo dados compilados pela Club Benchmarking, uma empresa de análises do setor; com golfe incluído, o custo pode subir ainda mais.

Neeharika Sinha, 32, uma empreendedora do setor de tecnologia, disse que entrou no Magnises depois que o clube se aproximou dela no Instagram, onde ela tem cerca de 1.000 seguidores. (O clube afirma que às vezes aborda pessoas que considera influenciadoras da comunidade, quando acredita que elas somam à comunidade, e que essa abordagem é importante para o seu plano de atingir 1 milhão de membros nos próximos três anos).

"Eu me mudei de Nova York para São Francisco há dois anos. Eu me sentia meio deslocada, sentia que precisava participar de mais eventos", explicou Sinha. Ela ainda não participou de nenhum evento, mas acrescentou: "Eu senti que essa era uma boa forma de me conectar com a cidade. Estou disposta a pagar algo mais se os eventos forem mais organizados e únicos".

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