Estrela de Hollywood define cinco regras para tomar champanhe

James Gaddy

(Bloomberg) -- No mundo do champanhe, a safra de 1998 foi o que se pode chamar de algo que melhora com o tempo. A princípio vítima de uma qualidade sem transcendência, ela não conseguiu impressionar os críticos. Mas, à medida que envelheceu, o vintage adquiriu um caráter amarelo e doce, de frutas e levedura. Nesse ínterim, os sabores se tornaram mais e mais populares entre consumidores e críticos.

Neste outono do Hemisfério Norte, a Dom Pérignon lançará uma série de seu vintage de 1998 chamada P2 (US$ 399,95, quase R$ 1.300), abreviatura de "Segunda Plenitude", que é basicamente uma forma elegante de dizer que o vinho foi envelhecido por no mínimo 12 anos. ("Primeira Plenitude" é um período mínimo de 7 anos; "Terceira Plenitude" é a fermentação por pelo menos 20 anos.)

Durante essas etapas, o champanhe se transforma gradativamente na adega, desenvolvendo mais e mais leveduras que se formam com a fermentação na garrafa. Do ponto de vista científico, uma quantidade maior de levedura significa mais oxigênio e mais bolhas. E quanto mais bolhas tem, mais ele estala e se dispersa na língua; o champanhe fica mais leve e é mais prazeroso para harmonizar com a comida.

Notável amante do champanhe e duas vezes vencedor do Oscar, o ator Christoph Waltz, que interpretou o coronel Hans Landa em "Bastardos Inglórios" e o Dr. King Schultz em "Django Livre", estrela a campanha publicitária deste ano. Aproveitamos a oportunidade para perguntar se ele gosta de coquetéis com champanhe e por que se deve beber um champanhe ruim de vez em quando.

A seguir, cinco regras extraídas da entrevista:

Reserve para uma ocasião especial: "Minhas primeiras lembranças de beber champanhe são as visitas a meus avós. Na noite antes de irmos embora, eles sempre abriam uma garrafa de champanhe para fechar com chave de ouro. Como éramos crianças, não nos davam muito, mas mesmo assim era uma situação marcada com uma garrafa de champanhe."

Mas nem toda comemoração precisa ser alegre: "Uma taça de champanhe está relacionada a um acontecimento extraordinário, algo crucial, algo importante. Não se trata necessariamente só de alegria e felicidade -- pode ser algo sombrio e um pouco sério também, mas que também vale a pena marcar com uma garrafa de champanhe."

Não brinque com ele: "Com Dom Pérignon, estamos falando do que há de melhor. Não acrescente nada mais a ele. O champanhe é um fenômeno cultural -- não é um bem de consumo como a Coca-Cola."

Beba champanhe ruim de vez em quando: "Acho que a variedade e a diversidade são sempre positivas, porque é assim que você aprende a apreciar. Nem sempre beber o melhor ajuda e educa. Você precisa fazer um pouco de esforço para aprender e compreender; isso não acontece por conta própria. Quando você aprender a ponderar as diferenças, você estará pronto para o melhor."

Saiba o que você está bebendo: "Se você não estiver preparado para apreciar o que está na sua taça, recomendo que você tome uma Coca-Cola -- ou cerveja."

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