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Sistema de saúde dos EUA continua entre os menos eficientes

Lisa Du e Wei Lu

(Bloomberg) -- O sistema de saúde dos EUA continua entre os menos eficientes do mundo.

Os EUA ficaram na 50ª posição entre 55 países em 2014, segundo um índice da Bloomberg que avalia expectativa de vida, gasto per capita com assistência médica e gasto relativo enquanto fatia do produto interno bruto. As despesas foram de, em média, US$ 9.403 por pessoa, cerca de 17,1 por cento do PIB, no ano citado -- o mais recente com dados disponíveis -- e a expectativa de vida foi de 78,9 anos. Apenas Jordânia, Colômbia, Azerbaijão, Brasil e Rússia ficaram abaixo.

Os EUA figuram nas últimas posições do Bloomberg Health-Care Efficiency Index desde sua criação, em 2012. Hong Kong e Cingapura -- consistentemente no topo -- são países menores com populações menos diversificadas. Seus governos também têm um papel mais incisivo na regulação e na oferta de assistência, com um gasto per capita médio de US$ 2.386 e uma longevidade média de cerca de 83 anos.

O sistema dos EUA "tende a ser mais fragmentado, menos organizado e coordenado, e é provável que isso leve à ineficiência", disse Paul Ginsburg, professor da Universidade do Sul da Califórnia e diretor do Centro de Políticas de Saúde da Brookings Institution, em Washington.

Acesso expandido

O índice reflete o primeiro ano completo do Obamacare. Apesar de a Lei de Assistência Médica Acessível ter expandido o acesso aos planos de saúde e oferecido subsídios aos pagamentos a partir de 1º de janeiro de 2014, seu impacto sobre a expectativa de vida demorará para ser medido. Isso, em parte, porque a saúde não é o único fator que influencia a longevidade.

"Isso tem a ver com a forma como comemos e a maneira como vivemos, com a pobreza, a desigualdade e a assistência social", disse Jon Oberlander, professor de políticas de saúde da Escola Chapel Hill de Medicina da Universidade da Carolina do Norte.

A expectativa de vida ainda é uma forma de medir, de forma geral, se o sistema médico de um país está funcionando bem, razão pela qual é usada no índice.

O impacto do Obamacare no custo per capita de 2014 também é difícil de avaliar. As despesas com saúde começaram a diminuir em 2010 devido à recuperação econômica e às mudanças nas políticas dos planos de saúde no setor privado, disse Oberlander.

É possível que a expansão da cobertura por meio do Obamacare amplie os gastos ao longo do tempo "porque sabemos que uma pessoa com plano de saúde usa mais serviços do que uma pessoa sem plano", disse Ginsburg.

Cuba e República Tcheca -- com expectativas de vida mais próximas das dos EUA, de 79,4 e 78,3 anos -- gastaram muito menos com saúde: US$ 817 e US$ 1.379 per capita. A Suíça e a Noruega, os únicos países com gastos superiores aos dos EUA -- US$ 9.674 e US$ 9.522 -- apresentaram expectativa de vida maior, de 82,3 anos em média.

O Chile, primeira economia latino-americana a ingressar na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, é o único país do continente classificado entre os 10 primeiros e sua expectativa de vida, de 81,5 anos, foi a mais elevada.

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