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Airbus se torna uma só companhia, 16 anos após criação

Andrea Rothman

  • Reprodução/Airbus

(Bloomberg) -- A Airbus vai combinar todas as suas divisões em uma única empresa, uma medida importante para simplificar uma companhia que fabrica de aviões de passageiros até lançadores espaciais, já que o presidente Tom Enders busca reduzir custos e acelerar a tomada de decisões.

Fabrice Brégier assume como diretor operacional do grupo, passando a ser o segundo de Enders, e manterá a direção da unidade principal de fabricação de aviões - rebatizada Airbus Commercial Aircraft - com o título de presidente em vez de CEO.

Como diretor operacional, Brégier vai administrar a carteira inteira da empresa, que também inclui helicópteros, mísseis, satélites e produtos eletrônicos de defesa.

A reforma, anunciada na sexta-feira, visa consolidar a Airbus como uma empresa comum, abandonando os últimos vestígios da estrutura complexa adotada quando foi criada, em 2000, através de uma fusão entre as maiores companhias aeroespaciais da França, da Alemanha e da Espanha.

A reforma também transforma o francês Brégier, 55, em favorito para suceder Enders, um alemão de 57 anos, quando o CEO deixar o cargo.

"A fusão entre Airbus Group e Airbus abre as portas para uma reforma da nossa configuração corporativa, simplifica a governança da nossa companhia, elimina redundâncias e apoia uma maior eficiência, mas também dá impulso à integração do grupo inteiro", disse Enders.

Impacto sobre empregos

Marwan Lahoud, até hoje segundo na estrutura corporativa, passará a ser diretor de estratégia, e as atividades de pesquisa e desenvolvimento ficarão sob o comando de Paul Eremenko, que trabalhou para o Google e o braço de pesquisa avançada do Pentágono, segundo pessoas informadas sobre a reunião ontem à noite.

A Airbus não disse nada sobre possíveis cortes de empregos, mas Enders disse aos 137 mil funcionários da Airbus em um memorando, obtido pela Bloomberg na semana passada, que os efeitos das mudanças sobre a força de trabalho "não são desprezíveis".

O grupo precisa diminuir despesas porque vendas fracas o obrigam a reduzir a produção do superjumbo A380 e a reavaliar a fabricação de helicópteros.

Organização pesada

Inicialmente, a empresa tinha duas sedes e dois CEOs para refletir sua nacionalidade franco-alemã. Mesmo depois de ter adotado uma estrutura unitária, o braço de fabricação de aviões da companhia dominava o restante do grupo e tinha uma administração paralela.

A reorganização ocorre porque a Airbus Commercial Aircraft, que contribui com dois terços da receita do grupo, quer levar a produção de aviões de corredor único e modelos de grande porte a nível recorde. Dois modelos novos, o A320neo e o A350, tiveram, respectivamente, problemas com o fornecimento de motores e interiores, que poderiam reduzir as taxas de produção.

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