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Alta do petróleo após acordo da Opep recompensa otimistas

Meenal Vamburkar

(Bloomberg) -- As apostas otimistas dos investidores do petróleo na reunião da Opep da semana passada compensaram.

Embora a maioria dos analistas não esperasse um acordo, as apostas dos gestores de recursos no aumento dos preços registraram a maior alta desde janeiro antes das negociações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo em Argel. O petróleo superou seu maior ganho mensal desde abril depois que o grupo anunciou, em 28 de setembro, um acordo para limitar a produção pela primeira vez em oito anos.

"Houve muito ceticismo", disse Eric Nuttall, que administra um fundo de energia de 171 milhões de dólares canadenses (US$ 130 milhões) na Sprott Asset Management em Toronto. "A Opep mudou desde o último ciclo. Eles acabaram de atravessar a pior queda forte da história do petróleo. Estou mais otimista do que estava, e eu estava otimista antes."

Os investidores aumentaram a posição comprada no barril do tipo West Texas Intermediate (WTI) em 24.131 contratos de futuros e opções, ou 8,1%, durante a semana terminada em 27 de setembro, de acordo com a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). As apostas na queda dos preços despencaram após terem subido no ritmo mais acelerado em mais de um ano durante a semana anterior.

Os futuros do WTI subiram 2,8%, para US$ 44,67 o barril, na semana do relatório antes de fechar a US$ 48,24 em 30 de setembro. O barril subiu 7,9% no mês passado, o primeiro avanço em setembro desde 2010. Os futuros registravam um ganho de 0,9%, para US$ 48,68 o barril, às 10h02 de segunda-feira no horário de Londres.

A Opep surpreendeu a maioria dos analistas ao concordar com uma estrutura para um acordo que limita a produção de petróleo porque o excesso de oferta persiste após dois anos de queda dos preços. Os ministros afirmaram que o grupo manterá a produção na faixa de 32,5 milhões a 33 milhões de barris por dia. No início do mês passado, a Arábia Saudita insinuou que era improvável que se tomasse uma decisão na reunião, que seria uma chance de fazer consultas.

"Eles de fato mostraram que vão defender os preços", disse Rob Haworth, estrategista sênior de investimento em Seattle do U.S. Bank Wealth Management, que administra US$ 133 bilhões em ativos. "Eles não querem ver volatilidade no mercado abaixo de US$ 40 e estão dispostos a defender isso."

A Opep extraiu o recorde de 33,69 milhões de barris por dia em agosto, segundo uma pesquisa da Bloomberg, e a Arábia Saudita elevou a produção ao nível mais alto de todos os tempos. No entanto, o grupo terá dificuldades em realizar os cortes -- e, historicamente, tem havido um "problema de credibilidade", disse ele. Embora o acordo possa chegar a acrescentar US$ 10 ao preço do barril de petróleo, o Goldman Sachs afirmou que não está claro como o plano será executado.

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