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Títulos globais recuam com perspectiva de redução de estímulos

Kevin Buckland

(Bloomberg) -- Os investidores em títulos, que já tiveram que abandonar as expectativas de uma divergência maior nas políticas monetárias globais neste ano, agora estão tendo que repensar para qual direção os principais bancos centrais vão convergir.

Os traders estão aumentando rapidamente as apostas que o Federal Reserve, banco central dos EUA, aumentará os juros antes do fim do ano por causa do fortalecimento dos dados econômicos. Ao mesmo tempo, cresce a especulação de que o Banco Central Europeu e o Banco do Japão vão reduzir seus programas de compras de ativos. No mês passado, o consenso nos mercados era que essas autoridades manteriam políticas flexíveis por mais tempo. Um índice da dívida soberana do mercado desenvolvido, após ter atingido um pico de quase três semanas, despencou para o valor mais baixo desde julho no dia 26 de setembro, antes de o BCE publicar as atas da reunião de setembro.

"Podemos afirmar com razoável certeza que os pisos cíclicos dos rendimentos dos títulos ficaram para trás", disse Andrew Sneddon, gestor de recursos em Sidney da Russell Investments, que administra mais de US$ 247 bilhões. Ele disse que "o fortalecimento do impulso da inflação" levará os investidores a analisar o nível de rendimento total proporcionado pelos títulos do Tesouro dos EUA com vencimento em 10 anos e a se perguntar: "será que isso de fato faz sentido depois de descontada a inflação?".

Um indicador do mercado de títulos do Tesouro dos EUA sobre as expectativas de inflação daqui a uma década chegou a subir para 1,649 por cento na quarta-feira, um patamar não observado desde 19 de maio. O alvo do Fed é 2 por cento de inflação.

Os rendimentos também enfrentam uma pressão de alta porque aumenta a dúvida quanto à sustentabilidade do estímulo monetário através das compras de ativos na Europa e no Japão.

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