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Para gerente de hedge fund, Twitter ainda será vendido

Luke Kawa

(Bloomberg) -- Desde a manhã de 23 de setembro as ações do Twitter vêm sendo negociadas quase exclusivamente com base nas expectativas de uma iminente atividade de fusão e aquisição.

No início de outubro, especulações sobre diversos interessados -- incluindo Alphabet, Walt Disney e Salesforce -- ajudaram as ações do Twitter a ultrapassarem a marca de US$ 25 pela primeira vez no ano.

As notícias sobre o fosso entre o preço de venda desejado há tempos pela direção da empresa e o dos pretendentes a compradores, assim como relatos de que alguns potenciais ofertantes não estavam interessados, porém, logo trouxeram as ações de volta para a terra.

Em uma postagem de blog, o diretor de investimentos da Bronte Capital Management, John Hempton, explicou por que ele se mantém "otimista em relação à venda [do Twitter], que vejo como inevitável".

Os possíveis pretendentes apontados eram todos os chamados compradores estratégicos -- empresas que poderiam integrar o Twitter às suas operações comerciais existentes. No entanto, Hempton conclui que: "Essa companhia deve ser, e provavelmente será, adquirida por um comprador financeiro agressivo."

As receitas do Twitter, pontua, subiram 234% do quarto trimestre de 2013 até o mesmo período de 2015. As despesas operacionais totais, enquanto isso, também mais do que dobraram no período e continuam superando as receitas -- e esta seria a oportunidade para um comprador financeiro.

Hempton não teria problema com esses custos crescentes se eles coincidissem com um benefício proporcional na experiência do usuário do Twitter, mas ele diz que este claramente não é o caso.

"Como usuário bastante dedicado (com quase 20.000 seguidores), eu quase não notei mudanças no Twitter que tenham melhorado minha experiência.

É quase impossível descobrir em que eles gastam esse US$ 1,5 bilhão extra por ano", escreve ele. "Eu entendo que há algumas melhorias no lado da monetização, mas isto é apenas um website -- que faz basicamente o mesmo que fazia em 2012... mas gasta muito mais que um bilhão de dólares a mais para fazer a mesma coisa."

Quando um comprador endividado decidir comprar a empresa, deverá conseguir gerar uma margem operacional de pelo menos 40% cortando custos de mão de obra, estima Hempton, que implorou para que um de seus colegas magnatas de hedge funds se apresente.

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