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Samsung e Hyundai afetam exportações da Coreia do Sul

Jiyeun Lee

(Bloomberg) -- Há pouco tempo os dois maiores conglomerados da Coreia do Sul -- Samsung Group e Hyundai Motor Group -- eram saudados como motores econômicos de alta octanagem do país. Agora, são fontes de preocupação em um momento em que as autoridades da Coreia do Sul enfrentam dificuldades para reanimar o crescimento.

A derrocada dos smartphones da Samsung e as greves na Hyundai são alguns dos fatores que estão afetando a economia, disse o presidente do Banco da Coreia, Lee Ju-yeol, na quinta-feira. No mês passado, o ministro do Comércio Exterior, Joo Hyung-hwan exortou os trabalhadores da Hyundai a interromperem a greve "injustificada", a retornarem ao trabalho e a contribuírem com os esforços para recuperar as exportações.

As exportações de telefones celulares e componentes da Coreia do Sul caíram 34 por cento em setembro em relação ao mesmo período do ano anterior, mostram dados do governo. No mês passado a Samsung realizou o recall de seu principal smartphone, o Galaxy Note 7, após relatos de que os novos telefones estavam pegando fogo.

As exportações de veículos caíram 24 por cento no mesmo mês, quando os trabalhadores da Hyundai iniciaram greve após uma série de paralisações parciais que já haviam interrompido a produção. Os dois setores respondem por um sexto das exportações do país, que tiveram queda de 6 por cento em setembro.

Os trabalhadores da Hyundai realizaram greves parciais de julho a setembro para exigir salários maiores. A pior crise laboral em mais de uma década levou a uma queda da produção de cerca de 140.000 carros. Os trabalhadores da Hyundai voltaram ao trabalho no início do mês quando as negociações foram retomadas e os resultados da votação sobre o pacote salarial serão divulgados na noite desta sexta-feira ou no sábado de manhã. Uma nova greve é possível se os trabalhadores rejeitarem o acordo.

Chang Min, chefe de pesquisa do Banco da Coreia, disse na quinta-feira que a perspectiva econômica atualizada do banco central -- ajustada apenas levemente -- levou em consideração o recall, mas não o fim da produção do Galaxy Note 7. Chang afirmou que nesta fase o Banco da Coreia acredita que o problema não reduzirá o ritmo do crescimento econômico, embora o impacto possa aumentar se a reputação da Samsung, de uma forma geral, for prejudicada.

Os economistas privados são menos otimistas.

Park Sang-hyun, economista-chefe da HI Investment & Securities, projeta que os problemas da Hyundai e da Samsung reduzirão o crescimento das exportações no quarto trimestre em pelo menos 3,4 pontos percentuais.

Lee Mi-seon, analista da Hana Financial Investment, estimou que os produtos da Samsung respondem por mais de 60 por cento das exportações de celulares da Coreia do Sul. Se as exportações de celulares da Samsung caírem cerca de 30 por cento a 40 por cento em cada um dos próximos dois trimestres, isso poderia reduzir o crescimento do produto interno bruto em 2017 em 0,15 ponto percentual a 0,20 ponto percentual, segundo Lee.

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