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EUA perto de apreensão de ativos por desvios na PDVSA, dizem fontes

Ben Bartenstein, Tiffany Kary e Alan Katz

(Bloomberg) -- Promotores federais dos EUA estão preparando acusações a diversos indivíduos e o confisco de suas propriedades por supostos desvios na companhia petroleira estatal da Venezuela, no que pode chegar a ser uma das maiores apreensões de ativos da história dos EUA.

Três pessoas familiarizadas com o caso afirmam que o governo está investigando pelo menos uma dúzia de venezuelanos e deverá apresentar acusações em Houston, EUA, contra alguns deles já no mês que vem.

Os que estão na lista, que inclui ex-executivos da Petróleos de Venezuela SA, conhecida como PDVSA, são suspeitos de aceitar propinas de intermediários para conceder contratos a preços inflados, ajudando a desviar mais de US$ 11 bilhões para fora do país.

As três pessoas falaram sob a condição de anonimato porque a investigação está em andamento e tem caráter sensível devido ao seu impacto na política externa dos EUA.

O governo se concentra em uma série de ativos nos EUA, incluindo cerca de 20 propriedades residenciais, algumas em West Palm Beach e no subúrbio de Houston.

Congresso venezuelano

O Congresso venezuelano, liderado pela oposição, busca em separado recuperar US$ 11,3 bilhões que desapareceram da PDVSA entre 2004 e 2014, quando Rafael Ramírez, atualmente embaixador da Venezuela para as Nações Unidas, era presidente da companhia. O Congresso busca apontá-lo como politicamente responsável pelo desvio.

Ramírez rejeitou as acusações do Congresso, classificando-as como mentiras.

Os investigadores também estão analisando transações que envolvem a PDVSA e uma série de companhias, como Pratt & Whitney, General Electric e Rolls Royce Holdings, além da ProEnergy Services, empresa com sede em Missouri, nos EUA, disseram duas das pessoas. Os promotores vêm monitorando recursos que passaram pelos bancos Citigroup, JPMorgan e Wells Fargo, acrescentaram.

Um porta-voz da Pratt & Whitney preferiu não comentar e pontuou que o negócio de sistemas de energia que operava na Venezuela foi vendido em junho de 2013 e se tornou PW Power Systems. A PW Power Systems não respondeu aos pedidos de comentário. As outras três empresas preferiram não comentar, assim como os três bancos e a PDVSA.

Os bancos realizaram transações por meio de contas mantidas pelos indivíduos que transferiram parte de seus ganhos para fora do país, disseram duas das pessoas. Os controles de lavagem de dinheiro podem não ter captado transações realizadas por meio de empresas de fachada, disseram.

Tráfico de cocaína

Entre as pessoas sob investigação estão autoridades do governo venezuelano atual, empresários de destaque e indivíduos suspeitos de envolvimento com o tráfico de cocaína, disseram duas das pessoas.

O órgão de investigações de segurança interna dos EUA (Homeland Security Investigations), o Departamento Antidrogas dos EUA (DEA, na sigla em inglês) e o FBI estão envolvidos na investigação, que está sendo realizada há pelo menos três anos e apura atividades realizadas desde 2005.

O FBI preferiu não comentar, assim como a DEA, o Departamento de Justiça dos EUA, o Homeland Security Investigations e a Procuradoria dos EUA em Houston.

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