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Expectativa de vida cai nos EUA e horizonte é ruim para jovens

Ben Steverman

(Bloomberg) -- A morte espera todos nós, mas com quanta paciência? Para desvendar o mistério de quando iremos morrer, comece com um atuário.

Os membros dessa profissão de 200 anos que estudam riscos e incerteza se debruçam sobre os dados da morte para estimar a duração da vida. Separando o aspecto espiritual, são informações fundamentais para companhias de seguros e planos de pensão, e também ajudam a planejar a aposentadoria, sendo que precisamos que nosso dinheiro dure tanto quanto nós.

A última e melhor estimativa de expectativa de vida nos EUA chega em um estudo publicado neste mês pela Sociedade de Atuários do país: em média, um homem americano com 65 anos deveria falecer poucos meses antes do seu 86° aniversário. A mulher com 65 anos em média ganha dois anos adicionais, pouco menos de 88.

Os novos dados são uma decepção. Nos últimos anos, a saúde dos americanos se deteriorou - em particular para pessoas brancas não hispânicas de meia idade. Alguns dos culpados são overdoses de drogas, suicídios, intoxicações com álcool e doenças hepáticas, segundo um estudo da Universidade Princeton publicado em dezembro.

Declínio

Em parte como resultado disso, hoje a esperança de vida das pessoas com 65 anos é de seis meses a menos do que no estudo atuarial do ano passado. A longevidade dos americanos mais jovens também foi afetada: no ano passado, uma mulher de 25 anos tinha uma chance de 50/50 de atingir 90 anos.

Neste ano, projeta-se que ela morra cerca de seis meses antes (em média, projeta-se que um homem de 25 anos viva 86 anos e 11 meses, frente a 87 anos e 8 meses nas estimativas do ano passado). Pessoas nascidas depois da Segunda Guerra Mundial, membros da Geração X e, sim, da Geração Y estão se saindo pior.

Os atuários presumem que afinal, o aumento da longevidade voltará à sua trajetória de longo prazo. No entanto, a conclusão é que o aumento da longevidade desacelerou muito. Quando completar 65 anos, a idade tradicional de aposentadoria, o jovem da Geração Y terá em média só alguns anos de vida a mais do que alguém nascido depois da Segunda Guerra.

Se a saúde dos americanos continuar decaindo, essas estimativas podem se provar otimistas. Contudo, talvez os atuários não consigam ver grandes melhorias chegando. O histórico no longo prazo é encorajador: os pesquisadores concluíram que durante dois séculos, a expectativa de vida nos países mais saudáveis do mundo cresceu a um ritmo mais ou menos constante de três meses adicionais por cada ano que passa, ou 2,5 anos por década.

Na década de 1840, a esperança de vida das suecas era de 45 anos. Hoje, as japonesas têm uma expectativa de vida de 87 anos. Se de alguma forma os EUA voltassem a avançar nessa direção, quem tem 25 anos hoje deveria ganhar uma década extra de vida quando atingir a idade de aposentadoria.

Se você estiver tentando descobrir o quanto você provavelmente vai viver, as estimativas da "média" de expectativa de vida talvez não sejam muito úteis. Isso está piorando em uma era de desigualdade cada vez maior. Um atendimento médico excelente e boa sorte podem acrescentar décadas às vidas dos ricos e educados, enquanto que boa parte do restante dos EUA fica para trás.

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