Varejistas cortam linhas de bolsas com queda da demanda de luxo

Stephanie Wong

(Bloomberg) -- A indústria de bolsas, abalada pela queda do movimento nas lojas de departamento e pelo distanciamento da geração Y em relação às bolsas, tem um novo mantra para as festas de fim de ano: ganhe mais com menos.

Empresas varejistas do segmento de luxo como Nordstrom, Bloomingdale's e Barneys New York estão lançando um número menor de estilos de bolsas neste ano antes da chegada da importante época do Natal. E a pressão sobre o setor gerou a especulação de que companhias como Coach e Michael Kors devem encontrar parceiras para fusão em vez de lutarem sozinhas.

As empresas de varejo estão optando cada vez mais por se diferenciarem das concorrentes lançando menos linhas em vez de inundarem os consumidores com opções demais, disse Katie Smith, analista sênior de moda da Edited, companhia de análise de dados para a indústria da moda.

"Reduzir o número de produtos e escolher os artigos de forma realmente inteligente pode ajudar a assegurar a venda a preço integral e não com desconto", disse Smith.

No período de três meses até 31 de agosto o número de novas bolsas lançadas pela Nordstrom e pela Bloomingdale's caiu 23 por cento e 3 por cento, respectivamente, na comparação com os aumentos de 5 por cento e de 11 por cento do ano anterior, segundo a Edited, que atende clientes como a Ralph Lauren e a loja on-line Net-A-Porter. A Barneys lançou 41 por cento menos de linhas novas no terceiro trimestre do ano, contra um aumento de 46 por cento em 2015.

A Coach, a Michael Kors e a Kate Spade estão reduzindo as vendas para as lojas de departamento, tentando evitar o recorde de promoções que prejudicou a diferenciação de suas marcas. Quando as lojas de luxo começarem a divulgar seus resultados, na terça-feira, a atenção estará voltada para o sucesso que tiveram em limitar os descontos e em lidar com a queda da demanda de bolsas.

Fase difícil

O setor de luxo dos EUA enfrentou uma fase difícil neste ano porque a concorrência on-line e o dólar valorizado reduziram o movimento dos shoppings. As incertezas econômicas e geopolíticas globais também diminuíram o apetite dos consumidores por itens de ponta, provocando preocupação em relação ao futuro do mercado de luxo. Isso gerou a especulação de que a Coach estava estudando uma fusão com a grife britânica Burberry, embora os boatos tenham sido descartados por alguns analistas.

"As duas marcas simplesmente não combinam sob o ponto de vista do varejo ou da marca", disse Neil Saunders, chefe da empresa de pesquisa de consumo Conlumino.

Mas ele disse que entende o motivo da especulação sobre uma fusão do tipo.

"O setor do luxo está tendo um ritmo de crescimento muito mais lento", disse Saunders, "por isso algumas pessoas estão tentando ver como podem extrair valor com a combinação de marcas diferentes."

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