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Soylent retira ingrediente de algas de alimentos após doenças

Olivia Zaleski

(Bloomberg) -- Desde que foi lançada em 2013, a bebida proteica Soylent se tornou o substituto alimentar preferido de muitos programadores e investidores de risco do Vale do Silício. Por US$ 2 a unidade, o pessoal do setor tecnológico, ocupado demais para cozinhar, pode misturar o pó em um copo de água e ingerir uma refeição cheia de nutrientes, mas com um sabor sem graça. É como o milk shake de proteína dos atletas, só que para nerds.

Mas neste terceiro trimestre, enquanto a empresa vivia uma onda de publicidade positiva em seu terceiro ano, começaram a surgir notícias de casos de doença. Os clientes se queixavam de náuseas e outros problemas estomacais após terem ingerido novas fórmulas de produtos da companhia.

Em outubro, a fabricante da Soylent, Rosa Foods, parou de vender a mistura em pó e fez um recall das barrinhas de proteína.

A startup de tecnologia alimentar com sede em Los Angeles, nos EUA, acha que o problema tem a ver com plantas que crescem no fundo do oceano. A empresa acredita que um ingrediente à base de algas, presente apenas em dois novos produtos, foi o responsável pelos casos de doenças e pretende eliminá-lo das próximas versões.

"Vamos lançar novas fórmulas da nossa mistura em pó e das barras que substituem refeições no começo do ano que vem", disse Rob Rhinehart, um dos fundadores e CEO da Soylent. "Nossas novas fórmulas não vão mais conter farinha de algas."

Os ingredientes à base de algas eram fornecidos pela TerraVia Holdings. Entre os clientes da empresa com sede em South San Francisco, nos EUA, também está a Unilever, que utiliza óleo de algas da TerraVia em loções e sabonetes.

Mark Brooks, vice-presidente sênior da TerraVia, disse que a farinha integral de algas é segura e que os produtos da Soylent contêm vários irritantes conhecidos, como proteína isolada de soja e glicerina, que podem provocar sintomas similares aos relatados pelos clientes da startup. "Nossa farinha de algas tem sido utilizada em mais de 20 milhões de unidades de produtos e fomos informados de muito poucas reações adversas. Em nenhum caso a nossa farinha de algas foi identificada como a causa", escreveu ele em um e-mail.

As ações da TerraVia caíram 8,1%, para US$ 1,70, no fechamento em Nova York na segunda-feira. Elas haviam caído 25 % neste ano até sexta-feira. A perda dos negócios da Soylent está abalando a confiança de alguns investidores, disse Jeffrey Osborne, analista da Cowen & Co.

Mas ele disse que a startup provavelmente não representava uma parte muito grande da receita. "Enquanto os testes, a validação e a análise da raiz do problema não forem concluídos para descobrir de quem é a culpa deste problema, acho que é muito cedo para tomar uma decisão sobre a TerraVia", disse ele.

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