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Investidor sai de festa de Trump e aposta US$ 1 bilhão em ações

Beth Jinks e Erik Schatzker

(Bloomberg) -- Enquanto Donald Trump comemorava seu surpreendente triunfo eleitoral sobre Hillary Clinton e os futuros de ações reagiam à vitória com uma queda, o bilionário investidor e simpatizante de Trump, Carl Icahn, voltava para casa para fazer negócios.

Icahn, 80, saiu da festa da vitória do presidente eleito Trump de madrugada para apostar cerca de US$ 1 bilhão em ações americanas, ele disse na quarta-feira (9) em entrevista por telefone para a Bloomberg TV.

"Eu teria investido muito mais, mas só consegui colocar cerca de US$ 1 bilhão, e depois o mercado fugiu. Mas, de qualquer maneira, estou contente com isso", disse Icahn. "O S&P estava tão líquido - estava incrivelmente líquido - o mundo estava ficando louco. Ontem à noite foi uma coisa incrível, o mundo estava entrando em pânico sem motivo", disse ele na quarta-feira.

Os futuros do S&P 500 chegaram a cair 5% na madrugada da quarta-feira, ativando restrições sobre a negociação que evitam quedas maiores. Os contratos no índice de referência praticamente já tinham apagado esse declínio quando os mercados abriram em Nova York.

Apoio

Icahn, que apoiou Trump como candidato a presidente em setembro de 2015 e foi mencionado como possível secretário do Tesouro, disse que a economia dos EUA ainda não está fora de perigo. Contudo, a eleição de Trump "é positiva para a nossa economia, não negativa", disse ele.

No ano passado, ele descreveu Trump como o único candidato que falava abertamente sobre negócios e preocupações econômicas importantes, e desde então manteve seu apoio.

Na quarta-feira, Icahn reiterou seus pedidos para que as regulamentações que "ficaram fora de controle" fossem reduzidas e também disse que algumas restrições, como as reformas impostas a Wall Street pela Lei Dodd-Frank, eram necessárias. As empresas precisam de garantias de que o governo está do lado delas para aumentar o gasto de capital e a produtividade, disse ele.

Pedidos

Ele pediu novamente ao governo que tomasse medidas de estímulo fiscal, com foco principalmente em gastos em infraestrutura, e que flexibilizasse a legislação fiscal para que as empresas americanas repatriassem o dinheiro acumulado no exterior.

Em setembro de 2015, Icahn publicou um vídeo em seu site onde criticava "o funcionamento anormal que está ocorrendo em Washington e nas salas dos conselhos das empresas americanas" e criticou o Congresso dos EUA por não fazer reformas fiscais e na imigração.

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