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Molho de pimenta estimula uma das melhores economias da China

Bloomberg News

(Bloomberg) -- O molho de pimenta mais vendido da China é o "Lao Gan Ma", que significa "velha madrinha". O produto está ajudando uma das províncias chinesas mais pobres a sustentar parte do crescimento econômico mais rápido do país.

O molho de pimenta encontrado em milhões de cozinhas é comercializado em cada loja por cerca de 10 yuans (US$ 1,45). Ele também é levado para o exterior pelos chineses, embora esteja cada vez mais disponível internacionalmente, e é vendido na Amazon (US$ 9).

A magnata da pimenta que angariou seguidores fiéis é Tao Huabi, 69, da província de Guizhou, uma região montanhosa e pobre do sudoeste da China, atualmente um dos lugares mais prósperos da economia chinesa, que passa por um processo de desaceleração.

O crescimento de 10,5% de Guizhou nos três primeiros trimestres do ano é o segundo mais rápido de todas as províncias, muito superior à taxa nacional de 6,7%. A região mantém a liderança desde 2010.

A companhia de Tao, a Guiyang Nanming Laoganma Food, na capital provincial de Guiyang, ajuda a sustentar a cidade. A empresa registrou receita de 3,72 bilhões de yuans em 2013, segundo um jornal local, o Guiyang Evening News. Uma porta-voz não confirmou o valor, nem forneceu novos números.

Outra fonte de força do crescimento de Guizhou focada no consumidor, e também dominante em termos de participação no mercado doméstico, é a Kweichow Moutai.

A produtora de baijiu de alta qualidade com 50% de álcool, bebida de grãos característica da China, destilada a partir de sorgo e trigo, suportou a desaceleração econômica registrando fortes vendas. As ações da Kweichow, que tem sede em Renhuai, subiram 42% neste ano, quarto melhor ganho do Shanghai Shenzhen CSI 300 Index.

As exportações de bebidas de Guizhou subiram 44% nos dez primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período do ano anterior, para US$ 2,18 bilhões, enquanto os embarques de molho de pimenta e de outros condimentos deram um salto de 16,5%, para US$ 7,43 milhões, segundo reportagem do jornal local Guiyang Daily.

A notícia é bem-vinda, considerando que as exportações nacionais caíram durante quase dois anos consecutivos.

Guizhou, com 35 milhões de habitantes, ainda é relativamente pobre, com renda per capita de cerca de metade da média nacional.

O certo é que a pimenta não é o único fator que impulsiona a economia de Guizhou. A província, que está mirando a alta tecnologia e o big data, recebeu investimentos de empresas como a fabricante de chips Qualcomm, a produtora do iPhone Foxconn Technology Group e as gigantes locais do setor de telecomunicações China Mobile e China Unicom.

Existe um velho ditado sobre a subtropical Guizhou: lá não há três pés de terreno plano, não há três dias sem chuva, não há uma família com três moedas de prata. Agora o ditado está ficando desatualizado.

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