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Cidades da Ásia oferecem melhores preços de imóveis em 2017

David Roman

(Bloomberg) -- A Índia não apenas é a grande economia com crescimento mais rápido do mundo, como também poderá oferecer os melhores investimentos imobiliários da Ásia no ano que vem.

Uma pesquisa classificou Bangalore e Mumbai como as melhores escolhas da região, levando as duas cidades a liderarem uma lista de 22 mercados asiáticos.

A chave são as propriedades comerciais. A pesquisa, compilada pelo Urban Land Institute com dados da PricewaterhouseCoopers, citou o boom da terceirização de processos de negócios (BPO, na sigla em inglês) e as empresas de TI, que estão estimulando a demanda por novos espaços de escritório.

"Não há muita dúvida de que atender às exigências de expansão do setor de BPO indiano gerou grandes lucros para os investidores que chegaram cedo ao cenário", afirma um relatório que resume as conclusões da pesquisa. "Hoje continua sendo uma história convincente."

As duas cidades ficaram apenas em 12º e 13º lugares no ano passado e estavam perto do fim da lista em 2014.

A pesquisa foi realizada antes do anúncio dos planos do governo da Índia, em 8 de novembro, de retirar de circulação 86% das cédulas de dinheiro. A PwC não informou se os planos do governo poderão afetar o mercado imobiliário.

Tóquio caiu do primeiro lugar nos rankings de 2016 para a 12ª posição no ano que vem, reflexo do crescente descontentamento com o efeito do Abenomics em um mercado estagnado há tempos.

A queda das perspectivas econômicas prejudica as expectativas de curto prazo para o crescimento do aluguel de escritórios, apesar das baixas taxas de vacância, apontou a pesquisa. Os juros negativos também são um fator porque diminuem a disposição de vender.

Cingapura, que ficou em primeiro lugar na pesquisa em 2011 e 2012, caiu para o 11º lugar neste ano e ficou na 21º posição no ano que vem como resultado do que a PwC chama de "tempestade perfeita" do mercado imobiliário local. A condição inclui 12 trimestres seguidos de quedas dos preços no mercado residencial, além de uma economia vacilante, que encolheu no terceiro trimestre.

O governo de Cingapura tem sido firme em seu compromisso de esfriar o mercado de imóveis habitacionais, mantendo os limites à propriedade aplicados desde 2009.

Mas a Índia não recebeu apenas boas notícias. A pesquisa ressalta que os investidores asiáticos estão procurando diversificar sua exposição imobiliária fora da região, especialmente em Nova York e Londres, impulsionados pela demanda da China.

Os compradores chineses vêm adquirindo propriedades baratas em Londres após o Brexit e vasculhando o globo em busca de qualquer oportunidade de investimento imobiliário disponível. Eles são motivados pela desvalorização do yuan, pelo aumento dos custos habitacionais domésticos e pelo desejo de garantir uma base no exterior.

Isso se aplica não apenas a investidores individuais, mas também às corporações, afirma a PwC. A consultoria estima que as seguradoras chinesas precisariam investir US$ 240 bilhões para ampliar suas alocações de propriedades estrangeiras de 1% para 15%, a média mantida por seus pares dos EUA.

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