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Tacos fazem sucesso com turistas em restaurante na Trump Tower

Polly Mosendz

(Bloomberg) -- Trevor Duddy pedalou 40 quilômetros para comer tacos na Trump Tower. Ele atravessou Nova Jersey e a ponte George Washington, cortando Manhattan pela rua 57 até chegar ao arranha-céu do presidente eleito. O trajeto até o edifício em cuja cobertura mora Donald Trump levou quatro horas, contando uma parada para tomar cerveja.

"Eu vim especificamente pelo taco bowl", disse o instalador de linhas elétricas de 33 anos. "Eu gostei. Puxa mais para o lado salgado." Ele acompanhou o prato de US$ 18 com uma Bud Light. "A melhor", acrescentou.

Duddy era um dos poucos clientes, na semana passada, sentados no Trump Grill, um restaurante com toalhas de mesa brancas que fica no térreo da Trump Tower. Uma dupla de mãe e filho estava sentada perto dali e o menino também tinha escolhido um taco bowl. No bar, um senhor também tinha optado pelos tacos.

Em um ano eleitoral improvável, o taco bowl do Trump Grill surgiu como um ícone improvável graças a um depoimento do próprio Trump no Twitter, em homenagem ao feriado de Cinco de Maio. "Eu amo os hispânicos", tuitou o então candidato Trump, juntamente com uma imagem do taco bowl do Trump Grill.

Apesar da popularidade aparentemente duradoura do taco bowl, os negócios do saguão da Trump Tower andam bastante vazios. Tirando alguns jornalistas e o pessoal de segurança, em uma visita recente havia apenas um casal vagando pela sorveteria que ostenta a marca Trump, ambos vestidos com camisetas do presidente Trump. Uma cascata de dois andares de altura borbulhava perto da escala rolante que Trump desceu antes de declarar-se candidato. Nada disso se transformou em grande atração turística por enquanto e, de fato, os funcionários do restaurante atribuíram o ritmo mais lento dos negócios ao aumento da segurança e à presença da imprensa em torno do prédio. (Um representante da Trump Tower não deu retorno aos pedidos para comentar o impacto da eleição nos negócios).

É difícil dizer, meses antes da sua posse, se esse ponto de referência da marca Trump na cidade natal dele conseguirá atingir uma popularidade duradoura durante seu mandato.

A proteção do Serviço Secreto e da polícia da cidade torna difícil que os mais tímidos se aproximem do prédio dourado. Os clientes podem ser impedidos pelo grupo de manifestantes que se mantém do outro lado da rua, de presença constante desde a eleição. Caminhar até o saguão significa desviar de uma multidão com cartazes nas mãos e de barreiras de metal e pessoal armado. Dentro da torre, agentes do Serviço Secreto submetem bolsas e pastas a um detector de metais antes de os clientes passarem pelos repórteres e por uma falange de policiais armados para, só então, descer a escada rolante até o Trump Grill.

A mudança no movimento também pode afetar as vendas da Tiffany & Co., já que a entrada de sua loja principal fica ao lado da Trump Tower. "Não tem jeito de minimizar isso, a grande preocupação é com o que vai acontecer nos próximos meses", disse Oliver Chen, analista da Cowen & Co. "São semanas muito importantes antes do Natal."

Apesar da segurança, Duddy planeja voltar à Trump Tower em sua próxima folga em dia de semana e desfrutar de outro taco bowl. "Eu sinto pena da bartender", disse ele. "Ela vai perder clientes."

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