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Geração Y pega estrada nos EUA com nova geração de trailers

Kyle Stock

(Bloomberg) -- Nem drones, nem skates motorizados. Neste trimestre, o que mais fez críticos de tecnologia como Outside Magazine e Gear Patrol babarem foi um veículo recreativo. Isso mesmo, o chamado "RV", pela sigla em inglês, uma espécie de trailer -- especificamente, o Airstream Basecamp, de US$ 35.000, uma caixa de alumínio que pode ser rebocada por um Subaru.

O casulo aerodinâmico rebitado vem com uma enorme janela panorâmica, energia solar, armários italianos e sistema de som Bluetooth Bose. É um RV feito para o Instagram e que está com forte demanda desde que chegou às concessionárias dos EUA, em setembro.

"É realmente uma espécie de fenômeno on-line", disse Bob Martin, CEO da Thor Industries, empresa controladora da Airstream. "O engajamento nas redes sociais tem sido incrível."

O Basecamp e uma série de modelos similares empurraram um negócio que já estava em ascensão a altas históricas. Os americanos deverão comprar cerca de 420.000 casas sobre rodas até o fim do ano, mais do que no período desde que Gerald Ford foi presidente nos EUA (em meados dos anos 1970, jovens). A Associação da Indústria de Veículos Recreativos do país (RVIA, na sigla em inglês) estima que as vendas subirão mais 4,4 por cento no ano que vem. Ou seja, o clima era de animação na semana passada, quando os vendedores de RV do país se reuniram para um salão anual em Louisville, Kentucky, para conhecer os modelos mais novos e realizar encomendas para a primavera (Hemisfério Norte).

"Achávamos que este seria um ano bom", disse o porta-voz da RVIA, Kevin Broom. "Mas não esperávamos que fosse tão bom assim."

Na verdade, o boom de compras não é uma surpresa completa. Um RV é um indicador à prova de pessimistas da confiança do consumidor, e por essa razão o setor pisa no acelerador ou no freio no compasso da economia como um todo. Em 2016, a estrada esteve livre: a taxa de desemprego atingiu pisos recorde, os preços da gasolina estão em queda e o mercado de ações atingiu altas imprevistas. Nem mesmo a controvertida e desgastante eleição presidencial e seu resultado sem precedentes afastaram as pessoas das concessionárias.

As fabricantes de RVs, talvez encorajadas pela alta nos negócios, aproveitaram sua vantagem com uma série de novos produtos, geralmente menores e mais leves que os monstrengos que costumavam fabricar. A ideia era atrair novos clientes em vez de seduzir os baby boomers. "Houve certa mudança e estamos notando compradores mais jovens", disse Martin. "Estamos começando a receber os primeiros membros da geração Y e estamos fortes agora com os da geração X. Essas pessoas não querem uma unidade gigantesca."

Essas empresas não apenas estão fabricando RVs menores, mas também mais leves, trocando estruturas de madeira por compostos plásticos mais resistentes e finos e substituindo antigas linhas de eletrodomésticos por unidades mais eficientes. "Até mesmo os veículos do mesmo tamanho dos antigos parecem maiores agora", disse Broom. "Pense em uma TV de tela grande -- você já não precisa de espaço para uma TV de tubo hoje em dia."

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