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A capital na América do Sul que é uma atração imperdível

Nikki Ekstein

(Bloomberg) -- Mesmo no contexto de um continente enorme e subestimado, La Paz, a capital administrativa de grande altitude da Bolívia, é um tanto obscura. A maioria dos turistas mal passa por lá, em conexão a caminho de lagos minerais que parecem joias, vulcões fumegantes e a planície lunar do Salar de Uyuni. Tudo isso está prestes a mudar.

Ignore o que você ouviu falar sobre a falta de atrações óbvias da cidade. Esqueça os protestos que costumavam fechar o centro colonial regularmente. E livre-se de qualquer receio em relação à comida: montanhas de carne e batata notavelmente insossas, ingeridas com uma coca quente ou uma cerveja passável chamada Paceña.

Graças a um período sem precedentes de estabilidade política e paz (cortesia do primeiro presidente indígena do país, Evo Morales), a melhorias de infraestrutura e a uma verdadeira revolução culinária, liderada por um dos fundadores do Noma de Copenhagen, La Paz está pronta para seu momento sob os holofotes.

Vá agora e você encontrará uma cidade com uma localização incrível, a mais de 3.657 metros acima do nível do mar, com uma cativante mistura de estilos arquitetônicos e toneladas de charme excêntrico, dos mercados vibrantes aos bairros remotos sobre formações de estalagmites. Neste momento em particular, ela é um antídoto estonteante e vertiginoso para a monotonia domesticada do estilo internacional. A seguir, nosso guia para a cidade.

Onde se hospedar

Os hotéis de La Paz costumavam ser bem simples ou de grandes redes americanas, mas tudo mudou com a abertura do Atix Hotel no elegante bairro Calacoto, na zona sul, que também é o coração da exuberante cena culinária da cidade. Primeiro hotel butique da cidade, o Atix foi construído e decorado com materiais indígenas, uma extensão da estética local moderna que é a essência da nova La Paz.

Onde comer

Grande parte do entusiasmo com a nova cena culinária de La Paz emana da afluente Zona Sur, onde Claus Meyer, um dos fundadores do Noma, abriu Gustu, seu primeiro restaurante fora da Escandinávia, há quatro anos e recebeu aplausos quase universais. Assim como a nova culinária nórdica que ele ajudou a liderar em Copenhagen, a comida do Gustu pretende gerar conscientização, e aumentar o orgulho local, em relação aos produtos bolivianos. A chef executiva Kamilla Seidler encheu o cardápio de pratos como amaranto manchado de açaí em uma sopa cremosa de castanha-do-pará, pedaços de peixe-gato amazônico com camadas de beterraba e brotos. Peça também no meio da refeição um delicioso coquetel feito de singani (uma aguardente local) com uma infusão caseira de banana e coco e um pouco de vinagre de banana. Comer no Gustu é participar de um experimento culinário delirante (e delicioso).

O que ver e fazer

Embora a nova reputação gastronômica de La Paz esteja erguendo-se na Zona Sur, é no centro histórico que você encontrará a maior parte dos lugares mais fascinantes da cidade.

Sem a rica herança arquitetônica de Lima ou Buenos Aires, a beleza de La Paz reside em suas texturas caóticas e contrastantes. A melhor forma de explorar a cidade -- depois de um dia de descanso para se adaptar à altitude -- é a pé. Comece pela Basílica de San Francisco, do século 18, e continue ladeira acima, passando pelas lojas turísticas que vendem suéteres de alpaca na rua Sagárnaga e vire à direita na Calle Linares para entrar no Mercado das Bruxas, as coisas mais próximas a atrações imperdíveis na cidade.

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