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Cofundador do Uber inicia viagem pela Índia com críquete e motos

Saritha Rai

(Bloomberg) -- Travis Kalanick deu um toque pessoal à operação indiana do Uber Technologies nesta semana, subindo a uma scooter da Honda para lançar um novo serviço e se misturando à realeza do críquete durante uma visita que ressaltará a crescente importância do país para a startup mais valiosa do mundo.

O cofundador da companhia está em uma turnê na terceira maior economia da Ásia para envolver autoridades do governo e analisar as operações do Uber de perto. Para o lançamento público do UberMOTO, seu serviço de compartilhamento de motos, Kalanick escolheu Hyderabad, cidade aberta às startups, onde o Uber evitou muitos dos embaraços regulatórios que atormentaram a empresa em outras partes.

"O progresso é isso", disse o CEO do Uber, sob o olhar de KT Rama Rao, ministro de TI do estado de Telangana.

A Índia é o maior mercado internacional do Uber e campo de batalha fundamental depois que a empresa cedeu a China à Didi Chuxing. A companhia americana e seus apoiadores estão investindo centenas de milhões de dólares para disputar com a concorrente local Ola um mercado de US$ 10 bilhões que está próximo de legalizar a carona compartilhada. A empresa de Kalanick planeja recrutar um milhão de motoristas até 2018 -- muito mais do que em qualquer outro país onde opera.

Kalanick começou a turnê participando de uma partida de teste entre a Índia e a Inglaterra no Wankhede Stadium, em Mumbai, com a lenda do críquete Sachin Tendulkar. Com isso, seguiu o exemplo do CEO da Apple, Tim Cook, que também deu seu apoio público ao esporte nacional no início do ano. "Aprendi sobre uma religião chamada críquete com o próprio deus!...", tuitou Kalanick depois, anexando uma foto da celebridade.

Após retirar-se da China, o Uber está sob pressão para mostrar que é capaz de ter sucesso no exterior no momento em que caminha para uma possível oferta pública inicial. A empresa está reconcentrando seus recursos na Ásia, na Europa e na América Latina para justificar a avaliação de US$ 69 bilhões, superior às da General Motors e da Tesla Motors

Mas é a Índia, país com mais de um bilhão de habitantes, que pode ser a maior promessa do Uber. A popularidade das caronas compartilhadas explodiu em um país onde é menos comum ter carro e os congestionamentos são cotidianos. A principal concorrente do Uber no país é a Ola, da ANI Technologies Pvt, operadora muito menor e com financiamento também muito inferior ao da Didi.

Kalanick está na Índia não apenas para sinalizar a importância que o Uber dá ao mercado, mas também para conseguir o apoio dos funcionários locais. Na segunda-feira, ele tuitou fotos de uma reunião de revisão dos negócios e de uma conversa com colaboradores em Mumbai.

O Uber se expandiu para 29 cidades e, em agosto, gerenciou cerca de 5,5 milhões de corridas por semana -- mais do que o triplo da quantidade do início do ano. A empresa aumentou os gastos para recrutar motoristas e está investindo em tecnologias para ampliar seus serviços.

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