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Disney convida estúdios para serviço digital de filmes, dizem fontes

Anousha Sakoui, Scott Soshnick e Christopher Palmeri

(Bloomberg) -- A Walt Disney está negociando com outros grandes estúdios de Hollywood para que se somem ao seu serviço Disney Movies Anywhere, que permite que os clientes comprem, assistam e armazenem suas compras de filmes on-line em um único site, disseram pessoas com conhecimento da estratégia.

A Disney está tentando adicionar conteúdo de outros estúdios para aumentar o apelo de seu produto, lançado em 2014, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as discussões são privadas. A Disney está travando uma batalha com outros cinco estúdios importantes e muitos de menor porte, que apoiam um formato chamado UltraViolet.

Hollywood tem tido dificuldades para se adaptar ao colapso das vendas de DVDs, à queda da audiência nos cinemas e à concorrência crescente de distribuidoras digitais como o Netflix. As compras eletrônicas de filmes e programas de TV têm sido um ponto positivo da indústria doméstica de entretenimento dos EUA, com um aumento de 7,5% dos investimentos, para US$ 1,46 bilhão, ao longo de nove meses de 2016, segundo a Digital Entertainment Group, um consórcio apoiado pelo setor.

"Nosso compromisso com o Disney Movies Anywhere sempre foi ampliar a propriedade digital e melhorar o valor e a utilidade das compras digitais e estamos entusiasmados com a forma como o DMA foi recebida", informou a Disney em um comunicado.

O Disney Movies Anywhere utiliza uma tecnologia de armazenagem própria chamada KeyChest para permitir que os clientes armazenem e acessem filmes em um único site, independentemente de eles terem sido comprados no iTunes, da Apple, na Amazon.com, no Google ou no Wal-Mart. O serviço oferece filmes de todas as marcas da companhia, incluindo Disney, Pixar, Marvel e Lucasfilm.

A UltraViolet oferece um produto similar -- um armário on-line com filmes e programas de TV das empresas Warner Bros., Universal Pictures, Sony, Paramount, 20th Century Fox e dezenas de outras. A Disney pode ter que modificar o nome de seu serviço para atrair outros estúdios.

O CEO da Warner Bros., Kevin Tsujihara, disse em março de 2015 que esperava conectar a plataforma UltraViolet com a da Disney para não confundir os consumidores.

"É possível fazê-lo tendo plataformas separadas, desde que seja imperceptível para o consumidor e que exista a interoperabilidade de que falamos", disse ele, em conferência do Morgan Stanley, no ano passado.

A UltraViolet tinha 21 milhões de contas registradas na época. A Warner Bros., uma unidade da Time Warner, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

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