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Um em quatro americanos diz ter compartilhado notícias falsas

Gerry Smith

(Bloomberg) -- Quase um quarto dos americanos afirma ter compartilhado notícias falsas, segundo uma pesquisa que mostrou a preocupação pública generalizada a respeito do problema da desinformação on-line.

A pesquisa do Pew Research Center divulgada na quinta-feira mostrou que cerca de um terço dos adultos muitas vezes encontra notícias falsas on-line e que cerca de dois terços acreditam que a explosão de informações falsas gera "uma grande confusão a respeito dos fatos básicos sobre problemas e acontecimentos da atualidade".

As conclusões ampliam o debate travado desde a eleição sobre as consequências geradas pelos artigos falsos na internet e sobre quem deve impedi-los. O presidente Barack Obama e o Papa Francisco condenaram a propagação de notícias falsas.

Empresas de redes sociais como Facebook foram criticadas pelo destaque recebido pelos artigos falsos em seus serviços antes da eleição presidencial dos EUA, o que pode ter influenciado seu resultado.

Cerca de 40% dos adultos disseram ter muita confiança de que poderiam identificar uma notícia falsa, enquanto 14% disseram que compartilharam notícias que sabiam que eram falsas e 16% disseram ter compartilhado uma notícia que descobriram posteriormente que era falsa, segundo a pesquisa do Pew. A organização consultou 1.002 adultos entre 1º e 4 de dezembro.

A pesquisa apontou que os americanos estão praticamente divididos em relação à responsabilidade pelo combate às notícias falsas, dizendo que o governo e o público, juntamente com as gigantes de tecnologia que administram as redes sociais e os motores de busca, deveriam fazer cada qual sua parte.

Uma notícia falsa que circulou antes da eleição afirmava que Donald Trump era apoiado pelo papa. No início do mês, um homem efetuou disparos com um rifle dentro de uma pizzaria de Washington e depois disse às autoridades que estava investigando uma falsa teoria da conspiração envolvendo Hillary Clinton.

Muitas matérias falsas são criadas por pessoas que buscam lucrar com a receita com publicidade on-line gerada com milhões de cliques. O trabalho delas é amplificado pelo Facebook, o que gera pedidos para que o gigante das redes sociais se esforce mais para eliminar as notícias falsas.

No mês passado, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que sua empresa está adotando medidas para melhorar seu papel na propagação de notícias falsas, como o uso de ajuda de terceiros verificadores de fatos. Zuckerberg ressaltou o delicado equilíbrio que sua empresa precisa atingir, dizendo que "precisamos ser cuidadosos para não desencorajar o compartilhamento de opiniões ou de restringir por engano um conteúdo correto".

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