Constantini será presidente do Itaú nos EUA; Egan assume tesouraria

Cristiane Lucchesi

(Bloomberg) -- O Itaú Unibanco, banco brasileiro que terá um novo presidente em abril, nomeou Christian Egan para liderar a área de global markets e tesouraria e Carlos Constantini como presidente da unidade do banco nos Estados Unidos.

Constantini ficará em Miami, onde o Itaú tem um dos seus mais importantes negócios nos Estados Unidos, a área de private banking para clientes da América Latina, disse Eduardo Vassimon, diretor-geral do atacado do Itaú, em entrevista por telefone.

Almir Vignoto, chefe das operações de Nova York, vai se aposentar nos próximos meses e passará a atuar como consultor e membro do conselho do banco nos EUA, segundo Vassimon.

"Já que muitos executivos estão mudando de posição, decidimos aproveitar a oportunidade e fazer alguns ajustes", disse Vassimon.

O Itaú, maior banco da América Latina em valor de mercado, é o maior gestor de fortunas do Brasil. É também o número um em receitas de banco de investimento neste ano até 6 de dezembro, segundo a empresa de pesquisas Dealogic, com sede em Londres.

A entidade vem se expandindo por meio de aquisições, incluindo um acordo em outubro para compra da divisão de varejo do Citigroup no Brasil por R$ 710 milhões (US$ 209 milhões), aquisição que impulsionou o negócio de private-banking do Itaú.

Egan vai liderar a área de global markets e banking, que compreende trading, distribuição de ações e de renda fixa, e gestão de ativos e passivos do banco, disse ele em entrevista, na sede do banco, em São Paulo.

Provedor de liquidez

"O objetivo com a nova estrutura de global markets é consolidar nossa posição dominante de importante provedor de liquidez para nossos clientes institucionais e corporativos na América Latina, com vendas, distribuição e trading trabalhando juntos", disse ele.

Egan também é responsável pela mesa de trading para clientes, o que inclui a criação de posições de derivativos e hedging. Ele vai assumir a tesouraria no lugar de Caio David, que será transferido para substituir Vassimon como diretor financeiro e de risco.

Egan reportará diretamente a Vassimon, que assumiu o lugar de Cândido Bracher, que por sua vez se prepara para se tornar presidente do Itaú em abril.

O atual presidente, Roberto Setubal, 62, vai deixar o banco por aproximar-se da idade de aposentadoria obrigatória da instituição.

Constantini, ex-diretor global de distribuição e pesquisa de ações e renda fixa, também assumirá a área de gestão de fortunas no Hemisfério Norte, que inclui os negócios de Zurique. Ele reportará a Flávio Souza, chefe da divisão de gestão de fortunas e serviços, que inclui gestão de ativos, private banking e serviços de títulos.

Coordenação europeia

Constantini trabalhará em coordenação com Renato Lulia, presidente para a Europa. As responsabilidades anteriores de Constantini serão divididas em três, com Rodrigo Magalhães, de São Paulo, como responsável global pela distribuição de ações, e Percy Moreira, de Nova York, como responsável global para distribuição de renda fixa.

Os dois vão reportar a Egan. Joaquim Ley, com baseado no México, será o responsável global pela análise de ações e renda fixa e reportará a Mário Mesquita, estrategista-chefe de macroeconomia do Itaú.

No México, o Itaú manterá apenas uma equipe de pesquisa formada por nove pessoas após vender sua corretora a um comprador não revelado.

O banco recebeu 400 milhões de pesos (US$ 20 milhões) em troca da licença da corretora, espaço de escritório, hardware, software e equipe de 23 pessoas, disse Alberto Mulas, presidente do banco no México, em entrevista concedida em junho.

Alberto Mulas deixará o banco no fim do mês para assumir negócios pessoais, disse Vassimon.

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