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Uma viagem única com alguns dos animais mais estranhos da Terra

June Thomas

(Bloomberg) -- Estamos em meados de junho, eu me arrasto com a barriga sobre um trecho macio de tundra ao longo de Cape Greig, no Alasca, em busca de um grupo de morsas que tomava sol.

Estou em modo soldado, o rosto tão perto do chão que a grama faz cócegas no meu nariz. As morsas são criaturas assustadiças. O barulho de aviões, barcos ou visitantes pode gerar o efeito manada, esmagando animais menores e mais jovens -- uma das causas de morte mais comuns das morsas.

Meu guia é o piloto Dan Michels, dono do Crystal Creek Lodge, em King Salmon, no sudoeste do Alasca. Ele havia pousado seu avião em uma praia a cerca de 800 metros dos animais e nós escalamos o mais silenciosamente possível até um penhasco para vê-los de cima. Agora, enquanto nos rastejamos à beira do precipício, eu me pergunto como saberemos quando estaremos acima deles. Não demorou para surgir um aroma que fazia os olhos lacrimejarem. Da borda vemos pelo menos 250 animais, todos amontoados em umas poucas dezenas de metros de costa.

As morsas do Pacífico passam o inverno na camada polar do Mar de Bering, procriam de janeiro a março e gestam por um épico período de 15 meses. Depois, logo que os filhotes nascem, em abril ou maio, os dois sexos tomam caminhos separados. As fêmeas e seus pequenos migram para o norte, e os machos vão passar umas férias na praia, congregando-se sobre as rochas com seus melhores amigos.

A sensação de observar a morsa fora da água é mais parecida com a de estar em um safári africano de vida selvagem do que eu esperava. Exceto pelo fato de que, ao contrário dos leões e das girafas, as morsas não são animais majestosos que te deixam admirado; são gigantes de comportamento estranho que te fazem rir. Tem por exemplo a provocadora irritada, que rosna e se levanta ao menor sinal de perturbação, e tem aquela que quer chamar atenção, anunciando sua chegada à costa em alto e bom som, como um trombeta.

A maioria das pessoas vem pela pesca, de primeira linha, e muitos veem morsas pela manhã e depois passam a tarde de botas pescando salmão, truta-arco-íris e truta do Ártico. Mas com cinco aviões e diversos barcos à disposição, os guias do Crystal Creek podem personalizar uma viagem em torno de ursos, buscas nas praias, observação de pássaros e caminhadas.

"Trata-se de um lugar onde podemos receber pessoas com enormes responsabilidades, retirá-las de seu ambiente e dar a elas férias envolventes", diz Michels, que virou guia no alojamento em 1988 e piloto em 1989 antes de assumir como proprietário, em 1995. "Nossos hóspedes não precisam tomar nenhuma decisão. Eles têm bastante espaço aberto para serem inspirados pela hospitalidade, pela aventura e pela interação com a natureza. Temos 50 tipos diferentes de vinho. Esse é o tipo de decisão que eles têm que tomar."

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