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China estimulará economia fazendo pessoas pularem de paraquedas

Bloomberg News

(Bloomberg) -- A China tem metas praticamente para tudo, inclusive para a produção de etanol e para a chegada a Marte.

Agora o principal órgão de planejamento econômico do país quer fazer as pessoas viajarem mais e anunciou metas até mesmo para saltos com paraquedas, esqui aquático e escalada de montanhas. As autoridades querem estimular um gasto de consumo maior para ajudar na transição econômica do país, que está se distanciando dos antigos motores industriais.

A meta é chegar a 7 trilhões de yuans (US$ 1 trilhão) em gastos com turismo em 2020 e ter um crescimento médio anual de 20 por cento nos investimentos no setor até lá, informou a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma neste mês. O órgão de planejamento deseja também transformar as atividades ao ar livre em um setor de 900 bilhões de yuans até o fim da década.

As autoridades têm metas anuais ainda mais específicas para 2020: produção total de 200 bilhões de yuans em esportes aéreos, 300 bilhões de yuans em atividades aquáticas e 400 bilhões de yuans em esportes de montanha, como caminhada, escalada e ciclismo, disseram representantes da comissão em entrevista coletiva recente em Pequim.

Todas essas metas foram pensadas para atender a um objetivo abrangente: o plano do presidente Xi Jinping de duplicar o produto interno bruto de 2010 até 2020 e de manter o avanço da segunda maior economia do mundo com um crescimento médio de pelo menos 6,5 por cento durante cinco anos.

"Os moradores da China passaram das ondas de gastos emulativos para um consumo mais individualizado, diverso e de alta qualidade" em setores que vão do turismo à cultura, passando pelos esportes, disse Cong Liang, diretor do departamento de economia nacional da comissão, a jornalistas, em entrevista coletiva recente. "Existe um enorme potencial para expansão."

A China, que organizará a Olimpíada de Inverno de 2022 nos arredores de sua capital, quer colocar 300 milhões de pessoas nas pistas de esqui, gerando um total projetado de 600 bilhões de yuans até 2020. As autoridades também planejam construir 2.000 acampamentos para veículos recreativos até o fim da década.

O país depende cada vez mais do consumo como motor de crescimento. Esse gasto respondeu por 71 por cento da expansão econômica chinesa nos três primeiros trimestres de 2016.

Os esportes aéreos são "de alta tecnologia, modernos e podem claramente impulsionar setores relacionados", segundo um documento do governo que delineia os planos. A meta é construir 2.000 "acampamentos de voo", criar 1.000 clubes para atividades aéreas e atrair a participação de 20 milhões de pessoas para os esportes aéreos.

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