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Tendências do mercado da arte que cativarão investidores em 2017

Katya Kazakina

(Bloomberg) -- O mercado de arte subiu e desceu como uma montanha-russa em 2016.

O ano registrou altas, como cifras recorde em leilões de artistas como Jean-Michel Basquiat e Claude Monet - e baixas como a queda nas vendas em leilões em Londres e Nova York. Houve também muitos momentos tensos no meio.

A Sotheby's e a Christie's se viram envolvidas em uma investigação sobre lavagem de dinheiro em torno do empresário malaio Jho Low. Nenhuma das duas casas de leilões foi acusada de qualquer irregularidade e a família de Low contesta as acusações. Uma escultura de Pablo Picasso gerou uma batalha amarga entre membros poderosos da família real do Catar e o bilionário americano Leon Black. Houve também uma rotatividade sem precedentes de funcionários no mundo dos leilões, que culminou com a Christie's contratando um ex-executivo da Sotheby's como CEO neste mês.

O que tudo isso significa para 2017? Veja algumas tendências a observar no ano que vem.

Arte russa

A vanguarda russa será o centro das atenções no ano que vem por causa do centenário da Revolução de Outubro de 1917. O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) explora a inovação artística entre 1912 e 1935 que produziu trabalhos radicais como "Praça Negra", de Kazimir Malevich, em uma exibição especial que poderá ser vista até 12 de março. Outra mostra importante está prevista para o museu Tate Modern, em Londres, em novembro. Os preços já estão começando a subir. A Sotheby's estabeleceu recordes em leilões para Alexander Rodchenko e Ilya Chashnik, em Londres, no mês passado.

Ásia

Os colecionadores asiáticos ganharam tanta força no mercado que a Sotheby's, a Christie's e a Phillips estão mudando um pouco a data de suas vendas do ano que vem em Londres -tradicionalmente realizadas no início de fevereiro - até o fim do mês e o início de março, depois do Ano-Novo chinês.

Vendas on-line

O mercado on-line de artes está crescendo a um ritmo anual de 24% e deverá atingir US$ 9,58 bilhões em 2020, segundo relatório da seguradora Hiscox. Na Sotheby's, os compradores pela internet gastaram US$ 155 milhões em 2016, 20% mais que um ano antes, e cerca de metade de todos os que realizaram ofertas on-line estava estreando na casa de leilões.

Os muito jovens

Momentos após a abertura do Art Basel Miami Beach, no mês passado, os colecionadores correram para um ponto distante da feira, onde a galeria Clearing, que exibia pela primeira vez, oferecia trabalhos de dois jovens que estão em alta: Harold Ancart (nascido em 1980) e Korakrit Arunanondchai (nascido em 1986).

O estande lotou em algumas horas e todos os trabalhos foram para instituições públicas e privadas, segundo Olivier Babin, fundador da galeria. As pinturas de fogueira de Ancart foram vendidas por US$ 30 mil e US$ 45 mil. Duas semanas antes, um tríptico de Ancart alcançou US$ 751 mil em leilão, seis vezes a estimativa mais alta.

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