Hedge fund Elliott prepara nova oferta pela Oi, dizem fontes

Crayton Harrison e Cristiane Lucchesi

(Bloomberg) -- O Elliott Management, hedge fund liderado pelo bilionário Paul Singer, está preparando uma nova proposta de investimento para revitalizar a gigante de telefonia Oi, segundo pessoas familiarizadas com os planos.

O plano revisado deve ser apresentado à empresa de telecomunicações dentro de algumas semanas, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque a estratégia ainda não é pública.

A proposta tem como objetivo oferecer um meio termo entre os diversos grupos interessados em influenciar o futuro da Oi, como detentores de dívida, acionistas e reguladores, disseram as fontes.

O Elliott ofereceu no ano passado cerca de R$ 10 bilhões (US$ 3,1 bilhões) para pagar a dívida da Oi e realizar investimentos, disseram em outubro pessoas com conhecimento do assunto.

A Oi disse em 5 de outubro que encerrou as negociações sem uma oferta firme do fundo, que tem sede em Nova York. O Elliott está recebendo assessoria do Lazard para elaborar o plano, disse uma das pessoas.

A Oi e o Elliott não quiseram comentar o assunto. O Lazard não respondeu imediatamente aos pedidos de entrevista.

O Elliott é um dos vários interessados em investir na Oi, que está sob recuperação judicial e tem uma dívida de cerca de US$ 19 bilhões.

A empresa de telefonia com base no Rio de Janeiro disse em dezembro que assinou um acordo de confidencialidade com o Cerberus Capital Management, empresa americana de private equity especializada em ativos de risco e empresas em dificuldades financeiras. O Elliott havia fechado um acordo anterior sob os mesmos termos de confidencialidade, disseram duas pessoas.

Os detentores de bônus começaram a exigir maior participação no processo de reestruturação, mesmo antes de a Oi entrar com pedido de recuperação judicial em junho.

Um grupo de investidores de bônus, assessorado pela Moelis & Co. e apoiado pelo bilionário egípcio Naguib Sawiris, apresentou um plano em dezembro para converter R$ 24,8 bilhões em dívida em uma participação de 95% na empresa de telefonia, além de injetar US$ 1,25 bilhão em capital novo.

Essa proposta favorece o comitê do grupo assessorado pela Moelis em detrimento de outros, disse Corrado Varoli, presidente da G5 Evercore, que está assessorando um grupo rival de detentores de bônus com membros do Aurelius Capital Management.

O plano de reestruturação da Oi apresentado em setembro tem enfrentado resistência de credores por não propor a conversão imediata de dívida em ações.

O Elliott está se posicionando como um parceiro potencial da Oi com experiência em dívidas inadimplentes na América Latina e em outras regiões, bem como no setor de telecomunicações, disseram três pessoas com conhecimento do assunto.

A firma com sede em Nova York comandada por Singer ficou famosa por ganhar uma batalha contra a Argentina para o pagamento de bônus soberanos e, ao longo dos anos, tem investido em empresas de telecomunicações como a MCI, Telecom New Zealand e Kabel Deutschland.

Fundado por Singer em 1977, o Elliott administra quase US$ 30 bilhões em ativos, incluindo hedge funds, ativos de risco, arbitragem, imóveis, ativismo de acionistas e private equity.

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