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Air France-KLM mostra pessimismo com previsão de 2017 'difícil'

Ania Nussbaum

(Bloomberg) -- O CEO da Air France-KLM Group, Jean-Marc Janaillac, fez uma avaliação pessimista a respeito das perspectivas da empresa para 2017, dizendo que a companhia aérea enfrentará tempos "difíceis" no ano que vem pela frente em meio à alta dos preços do petróleo e à dificuldade atual para conter as despesas.

As margens fracas somadas à dívida alta continuam sendo os principais desafios da maior empresa aérea da Europa, disse Janaillac, em discurso feito em recepção à imprensa em Paris, na noite de quarta-feira. Ele preferiu não comentar sobre o status das negociações com os pilotos ligadas à iniciativa de redução de custos, citando a necessidade de construir uma relação de confiança com os sindicatos.

"Teremos que enfrentar o aumento dos preços do petróleo e do dólar e a elevação das taxas de juros em um momento de rentabilidade fraca e dívida alta, sem a opção de apelar a nossos acionistas devido ao baixo valor de nossas ações", disse o CEO.

A Air France-KLM registrou cerca de 25 bilhões de euros (US$ 27 bilhões) em receitas no ano passado e um resultado líquido positivo, disse ele. Os resultados estão em linha com as projeções dos analistas.

Janaillac assumiu em julho depois que seu antecessor, Alexandre de Juniac, deixou a empresa após confrontos com os sindicatos devido aos planos de reduzir despesas e transferir mais voos para a unidade de baixo custo da Air France-KLM, a Transavia, em meio à pressão exercida pelas empresas aéreas do Oriente Médio nas rotas de longo curso e por especialistas em voos de baixo custo como a EasyJet na Europa.

O novo chefe, com experiência em ônibus e trens, adotou uma abordagem mais conciliatória, apesar de o aumento dos custos do petróleo e a queda dos preços das passagens devido ao excesso de capacidade ter apenas intensificado a pressão para obter economias. O número de passageiros no braço da Air France caiu 1,4 por cento no ano passado e o grupo precisou da Transavia e da divisão holandesa da KLM para registrar ganhos.

Alerta da AITA

Na semana passada, a Deutsche Lufthansa, empresa em que o tráfego cresceu mais rapidamente que o da Air France-KLM em 2016, divulgou diretrizes para os rendimentos e os custos dos combustíveis que, segundo analistas, apontaram para uma queda nos lucros neste ano. A Associação Internacional de Transportes Aéreos (AITA), agora chefiada por De Juniac, alertou em dezembro que os lucros da empresa aérea europeia cairiam 25 por cento, pressionados pela "concorrência intensa" e pela ameaça de ataques terroristas.

O novo chefe da marca Air France, Franck Terner, disse na recepção que apresentará uma reforma da diretoria em 26 de janeiro. Ele havia afirmado anteriormente que as mudanças reestruturarão uma empresa atrasada por "limites e complexidades amplamente reconhecidos".

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