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Londres deve atrair mais super-ricos mesmo com efeito Brexit

Giles Broom

(Bloomberg) -- Os super-ricos continuarão afluindo para Londres, apesar das preocupações políticas e econômicas em torno da intenção do Reino Unido de deixar a União Europeia, segundo relatório publicado na quarta-feira pela corretora imobiliária Knight Frank.

O número de pessoas ultrarricas -- aquelas com US$ 30 milhões ou mais que bancos privados como UBS e Citigroup adoram cortejar -- que moram na capital britânica deverá subir 30 por cento na próxima década, para 6.058, mostrou o relatório.

Isso pode diminuir as dúvidas em relação ao apelo da cidade decorrente da queda de 80 por cento nos pedidos de visto por investidores no ano passado, após a introdução de verificações contra lavagem de dinheiro em 2014. Apenas 215 pessoas ricas receberam esses vistos, segundo dados publicados na semana passada pelo governo britânico.

Nova York está em primeiro lugar no mundo em um momento em que as expectativas de crescimento econômico dos EUA ignoram um período de incerteza enquanto a presidência de Trump ganha forma, segundo o relatório da Knight Frank, que citou pesquisa da consultoria New World Wealth, com sede em Johannesburgo.

"O processo próximo do Brexit não resultará em uma fuga de indivíduos ricos do Reino Unido", disse Andrew Amoils, chefe de pesquisa da New World Wealth, no relatório. "Ao contrário, significará que os indivíduos de alto patrimônio líquido atuais terão mais probabilidade de permanecer e, inclusive, de ganhar a companhia de uma lista crescente de recém-chegados."

Os recém-chegados veem o Reino Unido como centro dominante para serviços comerciais e financeiros na Europa, e também como a única economia importante da região que fala inglês, segundo o relatório. As conexões tradicionais com EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia se fortalecerão após o Brexit, mostrou o relatório.

No entanto, Londres amargou o 92o lugar no ranking de desempenho do mercado de imóveis de luxo da Knight Frank incluído no relatório. Os preços caíram 6,3 por cento em 2016, devido principalmente a mudanças fiscais, apesar de os volumes de vendas terem aumentado e o sentimento ter melhorado no fim do ano, informou a Knight Frank. Os preços das residências de alta categoria permanecerão inalterados em 2017, enquanto o custo das propriedades localizadas em cidades como Xangai e Sidney subirá, segundo o relatório.

O número de indivíduos com patrimônio líquido ultraelevado em todo o mundo subiu para mais de 193.000 em 2016, ajudado pelos ganhos do mercado de ações. O total superará 275.000 até 2026, com avanço mais rápido no Vietnã, no Sri Lanka, na Índia e na China, segundo o relatório.

A China crescerá ainda mais rapidamente se criar mais empresas de alta tecnologia, como a Huawei, disse Amoils, em e-mail separado.

O número de bilionários aumentará para 3.000 nos próximos 10 anos porque economias de crescimento mais rápido como a China e a Índia criarão novas riquezas, mostrou o relatório. O desenvolvimento dos setores de alta tecnologia, serviços financeiros, mídia e saúde nesses países deverá contribuir para o aumento global de 48 por cento da riqueza privada das pessoas com US$ 1 bilhão ou mais em ativos líquidos.

As cidades asiáticas, lideradas por Pune, na Índia, Ho Chi Minh, no Vietnã, Hyderabad e Bangalore, na Índia, deverão estar entre aquelas com crescimento mais rápido da população ultrarrica nos próximos 10 anos. Ao mesmo tempo, Mumbai, na Índia, provavelmente se unirá a Xangai, Pequim, Cingapura e Hong Kong no grupo dos 10 principais lugares para super-ricos.

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