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Após onda de frio, Europa terá março úmido e ventoso

Kelly Gilblom

(Bloomberg) -- Prepare o guarda-chuva e as galochas.

O último mês de inverno na Europa deverá trazer vendavais, períodos prolongados de chuva e possivelmente uma última onda de frio, segundo uma pesquisa da Bloomberg com cinco meteorologistas. Uma nova onda de frio poderia elevar os preços da energia e do gás natural, mas os traders estão pessimistas em relação ao gás há três semanas porque a região está cada vez mais bem abastecida com o combustível.

Este é um final adequado para um inverno bizarro, marcado pelo mês de janeiro mais frio em sete anos e por um mês de fevereiro no qual as temperaturas ficaram até 6 graus Celsius acima da média para a estação.

"Há previsão de avanço de uma série de sistemas de baixa pressão para o Oeste, o que trará chuvas generalizadas e neve aos lugares mais altos", disse Rebecca Fuller, meteorologista da MDA Information Systems em Gaithersburg, Virgínia, nos EUA. "Este padrão de baixa pressão pode resultar em riscos de frio mais intenso no Reino Unido e em algumas partes da Europa Ocidental nesta semana."

O traço mais incomum deste inverno pode ser o fato de que os extremos de calor e frio deixaram a temperatura média próxima da média dos últimos 30 anos. E como a Terra está se tornando cada vez mais quente, não houve um inverno "normal" nos últimos cinco anos, pelo menos, segundo Tyler Roys, meteorologista da AccuWeather em State College, Pensilvânia, nos EUA.

A temperatura média no noroeste da Europa até esta altura do ano é de 3,6 graus Celsius, enquanto o normal dos últimos 30 anos é de 3,2 graus Celsius, segundo dados da empresa The Weather. Em 2016, a temperatura média no mesmo período foi 1,6 grau Celsius superior à normal.

Isso fez com que as produtoras de aquecimento e energia, que se alegraram quando a inesperada onda de frio de janeiro fez os preços de referência do gás britânico atingirem o maior patamar em três anos e elevou os preços da energia na Alemanha ao nível mais alto em quase uma década, sofressem no mês seguinte. O contrato de gás de um mês no Reino Unido caiu 21 por cento em fevereiro, maior declínio desde agosto.

Sem perturbação

Mesmo com uma onda de frio, é improvável que ocorra um novo salto dramático no preço. O mês de fevereiro mais quente que o normal deu tempo para que a Europa recuperasse o estoque de combustível, enquanto as correntes de jato ativas, que são correntes de ar em alta velocidade e em altitudes elevadas que influenciam os sistemas climáticos, provocarão ventos que poderão mover as turbinas geradoras de energia eólica. A projeção geral é pessimista para os preços europeus do gás e da energia, segundo Giacomo Masato, meteorologista da Marex Spectron, com sede em Londres.

"A minha previsão é que o clima de tempestade será a notícia do mês na Europa Ocidental e Central", disse Roys. "E com prolongados períodos de clima úmido."

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