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Japão está em alerta máximo após mísseis da Coreia do Norte

Kanga Kong

(Bloomberg) -- O Japão decretou alerta máximo depois que a Coreia do Norte disparou quatro mísseis balísticos simultaneamente em águas próximas ao país na última provocação do regime de Kim Jong Un.

Três dos mísseis caíram na zona econômica exclusiva do Japão, sendo que um deles caiu a cerca de 350 quilômetros a oeste da prefeitura de Akita, no norte do país, disse a jornalistas o porta-voz do governo, Yoshihide Suga, após reunião do Conselho de Segurança Nacional do Japão. As autoridades ainda estão analisando o tipo de míssil lançado, disse ele.

Os lançamentos "claramente mostram que este é um novo nível de ameaça" da Coreia do Norte, disse o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, a parlamentares em Tóquio. Depois do ocorrido, autoridades americanas conversaram por telefone com pares do Japão e da Coreia do Sul, países que confiam sua segurança aos EUA.

"As capacidades nucleares e de mísseis da Coreia do Norte realmente melhoraram, e eles [norte-coreanos] estão se tornando mais difíceis de prever", disse Abe. Os mísseis "estão chegando mais perto das águas e do território do Japão."

Apesar de a Coreia do Norte realizar testes de lançamentos de mísseis rotineiramente -- foram mais de 20 no ano passado --, o momento desses lançamentos é particularmente sensível. A tensão entre a China e a Coreia do Sul aumentou nas últimas semanas devido aos planos americanos de instalar um sistema de defesa de mísseis conhecido como Thaad na península como parte das medidas para impedir que Kim ganhe a capacidade de atacar a parte continental dos EUA com uma ogiva nuclear.

Os lançamentos também surgem em um momento em que a Coreia do Sul e os EUA realizam exercícios militares anuais que Pyongyang chamou de prelúdio para uma invasão, e logo após o início do Congresso Nacional do Povo em Pequim -- uma reunião destinada a exibir o controle do presidente Xi Jinping sobre os assuntos internacionais e domésticos.

Aliadas de longa data, a China e a Coreia do Norte tiveram uma rara discussão pública no mês passado depois que Pequim proibiu importações de carvão após a morte do meio-irmão de Kim, Kim Jong Nam, em um aeroporto da Malásia. Pequim responde por mais de 70 por cento do comércio exterior do vizinho e fornece ajuda alimentar e energética.

Os mísseis, lançados na manhã de segunda-feira da região noroeste do país, voaram cerca de 1.000 quilômetros até o Mar do Leste, também conhecido como Mar do Japão, disse a jornalistas Roh Jae-cheon, porta-voz do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, em Seul. Havia uma "chance baixa" de os projéteis serem mísseis balísticos intercontinentais, disse ele.

O parlamentar sul-coreano Kim Young-woo, que é presidente do Comitê de Defesa Nacional do Parlamento e recebeu informações do Estado-Maior Conjunto, disse que o projétil parece similar ao míssil Pukguksong-2 testado pela Coreia do Norte no mês passado.

"Aparentemente a Coreia do Norte baixou o ângulo para chegar a uma distância maior desta vez como parte de suas tentativas de testá-lo de diversas formas", disse Kim por telefone.

Desde que assumiu o poder, há cerca de cinco anos, o líder norte-coreano Kim disparou dezenas de mísseis e realizou três testes nucleares, desafiando a proibição da Organização das Nações Unidas de o país desenvolver armas. Em janeiro, ele disse que seu país estava nas fases finais de preparação para realizar um disparo de teste de um míssil balístico intercontinental, provocando uma resposta do presidente dos EUA, Donald Trump, no Twitter: "Isso não acontecerá!"

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