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China quer menos abundância de milho e autossuficiência em arroz

Bloomberg News

(Bloomberg) -- A China, o segundo maior produtor e consumidor de milho do mundo, continuará reduzindo os estoques e a área de cultivo do grão neste ano como parte de reformas agrícolas que também incluem a busca da autossuficiência em relação a arroz e trigo.

A queda dos preços locais do milho depois que o governo encerrou seu sistema de apoio aos preços no ano passado deveria levar os agricultores a diminuir a superfície plantada neste ano, disse o ministro de Agricultura Han Changfu em entrevista coletiva durante a reunião anual do Congresso Nacional do Povo em Pequim. A reforma estimulou a demanda do mercado e fez com que processadores de milho que estavam parados recomeçassem a trabalhar, disse ele.

A China precisa encontrar novas formas de reduzir seus estoques de milho porque a produção anual e o consumo estão relativamente equilibrados, disse Chen Xiwen, ex-vice-diretor que trabalha no Central Rural Work Leading Group, na segunda-feira, projetando 230 milhões de toneladas em reservas. Algumas opções são expandir a produção de etanol para combustível e de xarope de milho e utilizar uma quantidade maior desse grão para fabricar películas para estufas, disse ele. O governo chinês já anunciou planos para reduzir a plantação de milho e algumas províncias estão subsidiando o processamento para estimular o consumo do grão local.

"O que nos falta agora são produtos agrícolas de boa qualidade e ecológicos", disse Han. Apesar de uma pequena redução na produção total do grão no ano passado, a China ainda visa a estabilizar a superfície plantada em relação ao arroz e ao trigo e garantir uma autossuficiência "absoluta" nesses grãos fundamentais, meta que inclui aumentar subsídios nas principais regiões produtoras, disse ele.

O Ministério também enfrentará a poluição agrícola reduzindo a utilização de fertilizantes e pesticidas e pedindo às fazendas de gado de grande porte que tratem os detritos animais dentro de cinco anos, disse Han.

Como a tecnologia de modificação genética tem potencial para reduzir o uso de fertilizantes e pesticidas e para aumentar os rendimentos, a China continuará promovendo-a na produção de grãos para rações, disse Zhang Taolin, vice-ministro de Agricultura, no briefing de segunda-feira. O país continuará cauteloso em relação ao uso dessa tecnologia na produção de alimentos básicos.

A China é o maior importador de soja do mundo e compra dos EUA, do Brasil e da Argentina, que cultivam soja geneticamente modificada.

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