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Estrela da NBA quer ajudar campeonatos de videogame a crescer

Joshua Brustein

(Bloomberg) -- Rick Fox acordou em uma manhã de janeiro e foi para a academia. É um destino comum para Fox, que venceu três campeonatos jogando basquete pelo Los Angeles Lakers no começo dos anos 2000. Mas ele não pretendia se exercitar. Ele entrou em um edifício em Santa Monica, na Califórnia, e cumprimentou um grupo de aspecto tímido formado por mais ou menos meia dúzia de homens a quem ele paga para jogar videogame.

Fox, junto com três sócios empresariais, dirige a Echo Fox, uma companhia que emprega dezenas de pessoas que se dedicam a competir em ligas profissionais de videogame. Os homens com quem ele ia se reunir naquele dia em particular jogam League of Legends, um jogo com temática de fantasia desenvolvido pela Riot Games, uma subsidiária da gigante chinesa dos jogos Tencent Holdings, no qual duas equipes controlam personagens que tentem destruir a base do inimigo enquanto protegem a própria. Trata-se de um dos principais jogos no circuito profissional. Fox convocou seus funcionários para treinar na academia: dentro de poucos dias, a North American League of Legends Championship Series, uma das mais importantes ligas de videogame do mundo, começaria sua temporada.

Fox gosta de comparar as competições profissionais de videogame, conhecidas também como e-sports (esportes eletrônicos), com o basquete profissional. Mas algumas diferenças são ineludíveis. No basquete é preciso pular e correr, os e-sports consistem em sentar em cadeiras acolchoadas e apertar botões. Mesmo assim, Fox espera que a academia ajude sua equipe de LCS a ter um desempenho melhor que o da temporada passada, quando teve a pior pontuação da liga. "Quando alongarmos a mente e alongarmos o corpo deles ? alongarmos a um lugar que represente um desafio ?, eles começarão a ver os benefícios", disse ele.

Durante várias horas, treinadores submeteram os jogadores a uma série de testes físicos e mentais. Alguns não tinham nenhuma relação evidente com os videogames, como os que mediram o salto vertical e a porcentagem de gordura corporal. Outro teste, que utiliza uma máquina específica para determinar quantas vezes cada jogador conseguia apertar um botão em 10 segundos, fazia mais sentido imediatamente. Havia também aulas de ioga, meditação e spinning ? o que, conforme um dos treinadores explicou prestativamente, envolvia se exercitar em uma bicicleta ergométrica. Tudo foi criado especificamente para novatos. Em uma reunião da equipe na noite anterior, Jake Fyfe, gerente-geral da equipe, lembrou aos jogadores que normalmente se usa uma calça de moletom ou um short para ir à academia, não uma calça jeans.

Jace Hall, CEO da Echo Fox, é o ex-diretor do estúdio de jogos da Warner Brothers e é um desenvolvedor de jogos bastante conhecido. Ele diz que parte do trabalho da Echo Fox é criar uma estrutura conceitual para uma equipe de e-sports. Apostas altas existem há décadas nas competições de videogame, mas os modelos de negócios para as empresas que dirigem equipes ainda são incipientes. "Até onde sei, somos nós que estamos definindo o modelo. Temos de ser", disse Hall. "Não há nada."

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